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Fratura por estresse no joelho

fratura por estresse no joelho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A fratura por estresse que pode ocorrer no joelho geralmente é causada por sobrecarga ou esforço repetitivo, sendo mais comum em atletas, corredores ou militares.
Na população em geral a taxa é muito pequena (menor que 1%), porém pode chegar a 20% em atletas corredores.
No joelho, a tíbia é o osso mais acometido. A dor é o primeiro sintoma que aparece quando ocorre esta lesão, podendo também surgir inchaço no local. O paciente relata que a dor aumenta progressivamente, levando o atleta a interromper o exercício em muitos casos.
O diagnóstico é confirmado através de exames de imagem (Radiografias, Cintilografia, Tomografia e Ressonância).
Na maioria dos casos o tratamento é conservador, com a suspensão das atividades físicas de impacto durante 6 a 12 semanas, fisioterapia e analgésicos.
Em casos isolados, a fratura pode progredir tornando-se completa e com dificuldade de cicatrização, necessitando de tratamento cirúrgico.

Médicos do joelho e quadril realizam cirurgias mais eficazes com o uso de impressora 3D

Dr Rogério Fuchs com joelho em 3D

Uma nova técnica está tornando as cirurgias de joelho e quadril muito mais precisas e eficazes. Trata-se do uso de protótipos de ossos confeccionados em impressoras 3D que permitem o planejamento prévio de uma cirurgia.

Para criar uma cópia de plástico da estrutura óssea do joelho de um paciente, por exemplo, são utilizadas como base imagens de ressonância magnética ou tomografia computadorizada da articulação, de modo que a cópia saia com o tamanho e as características idênticas ao original.

Esta técnica que é capaz de reproduzir os ossos do esqueleto humano já é utilizada há mais de um ano pelo ortopedista e cirurgião especialista em joelho, Rogério Fuchs, do Instituto Fuchs.

“A impressão dos ossos em 3D nos dá uma ideia real daquilo que vamos encontrar durante a cirurgia, permitindo o planejamento prévio de cada caso”, explica o médico Rogério Fuchs, que há mais de 30 anos realiza cirurgias do joelho, em Curitiba.

Como funciona – O princípio da impressora 3D é o mesmo da impressora convencional. No entanto, no lugar da tinta, é colocado na impressora 3D um pó, gel ou filamento de metal ou de plástico, que, em vez de letras, imprime camada por camada peças tridimensionais como joelhos, ombros ou quadris.

“A técnica permite uma personalização sem precedentes na medicina. É uma revolução para o planejamento, para o diagnóstico e também sob o aspecto terapêutico”, relata Rogério Fuchs.  “Isso porque o molde nos permite prever a real dificuldade que teremos na cirurgia, e também avaliar previamente se os materiais existentes no mercado serão suficientes e adequados para aquele caso ou se teremos que mandar confeccionar um implante específico, exatamente de acordo com a necessidade daquele paciente”, completou o cirurgião do joelho.

Exemplo – Há cerca de um ano, o Dr. Rogério Fuchs atendeu uma paciente que apresentava deformidades nos joelhos desde o nascimento, já tendo passado por outras 15 cirurgias.

“Para estudar este caso complexo, fizemos um protótipo do joelho da paciente em 3D e entramos na cirurgia com dois tipos de materiais, sendo que um deles foi perfeito para aquela paciente que hoje está muito bem”, relata Dr. Fuchs.

Segundo ele, o benefício deste tipo de tecnologia é que ele permite programar a escolha dos melhores materiais disponíveis no mercado, de acordo com cada caso.

“Além disso, o molde ajuda a reduzir o tempo de cirurgia e garante melhores resultados, já que ele permite uma simulação prévia da cirurgia”, completou Rogério Fuchs.

Avanço – O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) lançou um site dedicado ao compartilhamento de arquivos para impressão em 3D, relacionados à saúde e à ciência, como peças de laboratório e modelos anatômicos humanos.

O QUE É TENDINOPATIA PERITROCANTÉRICA/BURSITE DO QUADRIL?

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As tendinopatias peritrocantéricas são alterações inflamatórias que ocorrem no tendão do músculo glúteo médio e glúteo mínimo, e também decorrente do atrito entre o trato iliotibial e o grande trocânter nas região lateral do quadril.
A bursite do quadril é a inflamação da bursa, que é uma pequena bolsa de líquido que serve para diminuir a pressão e o atrito entre os tecidos moles (músculos e tendões) e o osso.Geralmente as tendinopatias peritrocantéricas e a bursite do quadril são patologias que ocorrem juntas. A dor típica é na região lateral do quadril, principalmente pela noite e para levantar da posição sentada.

O tratamento na maioria dos casos é conservador, com medicação via oral e infiltração local, fisioterapia e trabalho muscular de alongamento e fortalecimento. Em alguns casos, refratários ao tratamento conservador bem realizado e por pelo menos 6 meses, pode ser necessário o tratamento cirúrgico, por via aberta ou artroscopia do quadril, para retirada da bursa, liberação do trato iliotibial e tratamento da lesão do tendão do glúteo médio.

O QUE É IMPACTO FEMOROACETABULAR (IFA)?

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A doença do impacto femoroacetabular – IFA é um problema mecânico da articulação do quadril, quando ocorre um contato anormal entre o rebordo acetabular e colo do fêmur. As duas principais causas desta patologia são a proeminência óssea na transição colo-cabeça femoral com deformidade em cabo de pistola”( CAM ) e o aumento na cobertura óssea acetabular ( PINCER ). Geralmente os pacientes são jovens ( 15 a 40 anos ), apresentam dor relacionada às atividades físicas, à flexão e rotação do quadril, e restrição do movimento. A dor mais comum é na virilha e anterolateral no quadril, mas frequentemente alguns pacientes apresentam dor lateral e posterior.

O IFA é a principal causa de lesão do labrum acetabular, que juntamente com a lesão da cartilagem do quadril, contribuem para alterações degenerativas à longo prazo. O tratamento do IFA busca melhora dos sintomas, correção da biomecânica da articulação e tratamento das lesões associadas, na tentativa de evitar alterações degenerativas futuras e de proporcionar ao paciente o retorno às atividades laborais e esportivas. A indicação do tratamento depende da idade, dos sintomas, das atividades esportivas e laborais, e do grau das alterações degenerativas do quadril.
O tratamento em alguns casos é conservador, com uso de medicação, trabalho muscular do abdome, lombar e quadril, e fortalecimento do CORE. Na maioria dos pacientes com IFA sintomáticos, com lesão do labrum e da cartilagem, o tratamento é cirúrgico. A cirurgia pode ser realizada por via aberta, ou por artroscopia do quadril.

VOCÊ SABE O QUE É O LABRUM ACETABULAR?

labrumO labrum acetabular é uma fibrocartilagem que contorna o rebordo do acetábulo. As principais funções do labrum são a vedação da articulação, aumento da estabilidade do quadril, lubrificação e absorção de impacto.

A principal causa da lesão do labrum é o impacto femoroacetabular ( IFA ). Trauma, displasia do quadril, instabilidade ou frouxidão capsular também podem causar lesões do labrum acetabular. O sintoma mais comum é a dor na região anterolateral do quadril, geralmente profunda, mas pode ocorrer na região lateral ou posterior do quadril. Alguns pacientes com lesão do labrum apresentam estalos ou clicks no quadril, e as vezes sensação de deslocamento. A lesão do labrum é um fator de risco para degeneração do quadril.

O tratamento da lesão do labrum incialmente é conservador, com medicação e trabalho muscular do abdome, lombar, quadril, e fortalecimento do CORE, principalmente nas lesões isoladas. Nas lesões do labrum secundárias ao IFA, o tratamento geralmente é cirúrgico, para reparar o labrum lesado e corrigir o fator predisponente para a lesão, que é o impacto femoroacetabular. O tratamento das lesões do labrum pode ser realizado por cirurgia aberta, mas preferencialmente por artroscopia do quadril.

O QUE É ARTROSE DO QUADRIL?

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A artrose de quadril (coxartrose) é uma doença articular crônica, inflamatória e degenerativa, que se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e do osso subcondral (abaixo da cartilagem).

A cartilagem é um tecido branco, composto de água, colágeno, células cartilaginosas e matriz extracelular (ácido hialurônico e proteoglicanos). O líquido sinovial serve para lubrificar a articulação, e realizar movimentos fluidos sem causar dor, diminuindo também o atrito na cartilagem. Quando ocorre o desgaste dessa cartilagem, se inicia o processo degenerativo. O desgaste obedece algumas fases. No início, a cartilagem se torna menos espessa, mas ainda está presente. Nas fases finais, a cartilagem desaparece completamente e os ossos acabam entrando em contato direto (artrose). Este atrito entre o osso subcondral favorece a inflamação da articulação,  causando um processo doloroso e com limitação do movimento.

A população mais afetada pela artrose de quadril são pessoas com mais de 60 anos (coxartrose primária), portadores de sequelas de doenças da infância / adolescência (displasia, Perthes, impacto femoroacetabular), e adultos jovens (osteonecrose e trauma). A artrose do quadril atinge 5% da população mundial, enquanto a artrose do joelho pode ser diagnosticada em 20% .

Sintomas:

Os principais sintomas de artrose do quadril são a dor e a perda de movimento. A dor característica da artrose no quadril é na virilha e profunda, mas pode ser posterior ou se irradiar pela coxa até o joelho. Geralmente associada ao movimento. Se o caso é mais grave, o desconforto é permanente, esteja o paciente em pé, deitado ou se movimentando. A restrição de movimento é progressiva, dificultando a realização de atividades diárias, como calcar as meias e o sapato. Alguns pacientes podem ter dor lombar pela sobrecarga da coluna devido a artrose do quadril.

 

TRATAMENTO CONSERVADOR DA ARTROSE DO JOELHO

 

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A artrose do joelho (osteoartrose – osteoartrite) é uma doença degenerativa e inflamatória muito frequente em pacientes idosos, mas também pode ocorrer nos mais jovens. Esta patologia causa dor e limitação funcional do joelho, com consequente diminuição da qualidade de vida.

O tratamento da artrose do joelho busca diminuir a dor, melhorar a mobilidade e função do joelho. Nos quadros iniciais e moderados de artrose são indicadas terapias não medicamentosas como: educação do paciente, fisioterapia, hidroterapia, perda de peso, exercícios assistidos por um profissional, e também medicações para alívio dos sintomas e melhora da função. Estas medicações podem ser de uso de uso oral ou injetável.
O trabalho muscular deve buscar a melhora da biomecânica dos membros inferiores, com trabalho de alongamento e fortalecimento muscular, pincipalmente da musculatura da coxa e quadril.
Os medicamentos orais incluem os analgésicos , os anti-inflamatórios não hormonais e os condroprotetores (Glicosamina, Condroitina , derivados do Colágeno) de uso diário e contínuo.
As medicações injetáveis podem ser intramusculares como anti-inflamatórios não hormonais e os hormonais (corticoesteróides), ou podem ser intra-articulares como a viscossuplementação com o ácido hialurônico.
Nos casos mais graves de artrose do joelho, e naqueles que não respondem ao tratamento conservador, a artroplastia do joelho pode ser o tratamento indicado.

DIA MUNDIAL DA SAÚDE: SAIBA COMO CUIDAR DO SEU JOELHO E QUADRIL

Dia Mundial da Saúde Quadril e Joelho -

No dia Mundial Saúde, vamos dar algumas DICAS de como cuidar da saúde do QUADRIL e do JOELHO.

A melhor maneira de ter uma vida saudável e articulações em ótimo estado e funcionamento por muitos anos é a PREVENÇÃO. Com o joelho e o quadril não é diferente. Cuidados com os hábitos de vida, com as atividades esportivas e com a alimentação são fundamentais para manter a saúde do joelho e do quadril em dia.

A prática de atividade física regular é fundamental para fortalecer e manter a musculatura adequada, buscando diminuir a carga nas articulações e preservar a cartilagem. Porém os exercícios devem ser realizados de maneira correta, respeitando os limites e a capacidade de cada um. A orientação de um profissional é fundamental para realização correta de qualquer tipo de esporte, mesmo os mais comuns, como a corrida e a musculação. Respeitar o tempo de recuperação muscular do corpo é necessário, geralmente 48 horas para o mesmo tipo de exercício. Realizar tanto atividades aeróbicas, que trabalham resistência e o sistema cardiovascular, quanto anaeróbicas para fortalecimento e alongamento muscular.

Evitar atividades com extrema sobrecarga nos joelho e quadril é muito importante. Exercícios que trabalham com flexão acima de 90 graus dessas articulações, aumentam muita a pressão na cartilagem e podem levar a dor e alterações degenerativas a longo prazo. Atividades com muito impacto também são fatores de risco para desgaste do joelho e do quadril.

Ter uma alimentação balanceada e de qualidade também é fundamental para a saúde das articulações. A obesidade é um dos principais fatores de risco comprovados para artrose do joelho e do quadril. Uma dieta com excesso de carboidratos também pode estar relacionada a alterações inflamatórias na cartilagem articular.

Os cuidados com o joelho e quadril nas atividades do dia-a-dia podem ajudar muito na prevenção e tratamento de vários problemas nessas articulações. Utilizar sapatos adequados para cada tipo de atividade e evitar sentar com o quadril e o joelho muito flexionados são coisas simples, mas que podem fazer grande diferença para evitar o desgaste articular com o envelhecimento.

Portanto, cuide bem do seu joelho e quadril hoje, para evitar problemas futuros. E se você já tem um problema nessas articulações, realize o tratamento adequado o mais breve possível, porque após muito tempo geralmente o tratamento é mais complexo, e o resultado desejado pode ser mais difícil.

SAIBA QUAIS AS CAUSAS DA PUBALGIA

 Pubalgia - dor
Hoje vamos falar sobre PUBALGIA . O termo pubalgia significa dor na região do púbis. A patologia pubalgia foi inicialmente descrita nos anos 80 em atletas de esgrima e futebol que apresentavam dor na região do púbis e da virilha relacionada à atividade física. Este sintoma era classicamente atribuído à disfunção muscular entre o músculo reto abdominal e músculos adutores, principalmente com sobrecarga de exercícios.
 
A região púbica é formada pelo ossos púbis e ísquio, pela sínfese púbica, e pelos tendões da musculatura abdômen e adutores. A dor típica da pubalgia é mais comuns no sexo masculino, é localizada na região da virilha, no púbis, na bolsa escrotal ou na região abdominal inferior. Geralmente a dor piora com atividades físicas aeróbicas (futebol, corrida, tênis) e anaeróbicas (musculação), onde a musculatura dos membros inferiores, abdômen e lombar são exigidas.
 
A principal causa de pubalgia, ou a chamada pubalgia “clássica” é um desequilíbrio funcional crônico entre o músculos adutores e abdutores, abdominais e lombares, que atuam como agonistas e antagonistas na estabilização do quadril, pelve, abdômen e lombar. Tendinopatia proximal dos músculos adutores e da inserção distal do músculo reto abdominal são frequentemente observadas nos exames de imagem, juntamente com edema ósseo na região púbica.

É importante saber que existem outras patologias que causam dor nesta região. Artrose do quadril e impacto femoroacetabular são exemplos de alterações articulares que podem produzir dor na região da virilha. Tendinite e bursite do músculo também podem apresentar sintomas semelhantes. Hérnia inguinal, abdominal e a hérnia do atleta (defeito na parede abdominal profunda), alterações ginecológicas na mulher e urológicas no homem são causas não ortopédicas de pubalgia e devem ser investigadas.

Para um diagnóstico preciso, é muito importante uma avaliação clínica completa,  analisando as características dos sintomas, tempo de evolução, fatores de melhora e piora e tratamos realizados. Um exame físico minucioso é fundamental para diferenciar as causas de pubalgia. O teste de Grava modificado (adução dos quadris contra-resistência + flexão do tronco) é um teste muito útil para caracterizar a pubalgia “clássica”.

 

Lesão de cartilagem do joelho: saiba o que é e os tratamentos existentes

cartilagem-joelhoA cartilagem é um tecido que reveste as articulações, e tem a função básica de absorver e distribuir melhor a carga. Isso ocorre devido a seu alto potencial de deformação plástica e sua composição. A cartilagem é rica em fibras de colágeno tipo II e é dividida em quatro camadas de células, denominadas condrócitos, que vão desde a superfície articular até o osso. O líquido sinovial (fluido articular) atua na articulação como lubrificante, e auxilia na absorção de impacto e nutrição da cartilagem articular.

Quando ocorre uma lesão na cartilagem, acontece a liberação de mediadores inflamatórios dentro da articulação. Com a perda da estrutura da cartilagem, ocorre a distribuição anormal de peso entre os ossos, resultando em deformidades, dor e limitação de movimento, processo também conhecido como osteoartrose. Tanto a resposta inflamatória, quanto as alterações mecânicas da lesão de cartilagem são causas dos sintomas articulares no joelho.

O tratamento da lesão de cartilagem do joelho pode ser conservador ou cirúrgico. Trabalho muscular, condroprotetores por via oral e infiltração de ácido hialurônico são as opções de tratamento conservador. Muitas técnicas cirúrgicas são desenvolvidas para estimular a cicatrização e o reparo da cartilagem articular, como por exemplo a abrasão e as microfraturas – são que “raspagens” ou perfurações múltiplas, que causam um sangramento local e consequentemente o reparo com tecido fibrocartilaginoso (parecido com a cartilagem). O transplante osteocondral, a mosaicoplastia e transplante de condrócitos são técnicas onde é retirado o tecido ostecondral de outra parte do joelho ou de banco de tecidos, e reimplantados na área da lesão. Existem estudos, em desenvolvimento no mundo, de aplicação de células tronco na articulação, na tentativa de regenerar a cartilagem lesada, porém até o momento não existe nenhuma comprovação científica de resultados satisfatórios a longo prazo.

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