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JOELHO “TORTO” PODE SER SINAL DE UM PROBLEMA?

joelho torto 1

 

Muitas pessoas apresentam desvio de eixo nos membros inferiores e nem por isso são considerados anormais. Quando o joelho fica para “fora” é chamado de VARO (joelho do cavaleiro), e quando vai pra “dentro” é chamado de VALGO (joelho em X).

Existem pessoas que apresentam essa variação do alinhamento dos joelhos por uma característica genética e familiar, ou também por variações de sexo e raça. Muitos homens apresentam o joelho varo e muitas mulheres tem o joelho valgo, e isso não significa que todos tem problema.

A alteração no eixo dos membros inferiores é um fator de risco para doenças degenerativas das articulações ou também pode se manifestar como um sinal de artrose. Quando esta alteração ocorre somente num joelho, ou seja, de maneira assimétrica, deve ser avaliada por especialista, pois pode ser sinal de desgaste da articulação. Os pacientes com artrose do joelho notam que a perna vai “entortando” com o passar dos anos e progressão de desgaste.

PRINCIPAIS PROBLEMAS DO QUADRIL #3

Saiba quais são os principais problemas nos quadris

Saiba quais são os principais problemas nos quadris

Hoje é o 3o e último dia da nossa Série SOBRE os PRINCIPAIS PROBLEMAS DO QUADRIL.

Estamos trazendo as causas mais comuns de dor no quadril . O objetivo é fazer com que as pessoas, sempre que sintam um desconforto ou dor diferente no quadril, procurem um médico especializado, evitando assim o agravamento do problema com o passar do tempo.

PUBALGIA – É um desequilíbrio funcional da musculatura do reto abdominal e adutores. É uma lesão relacionada ao esforço repetitivo na região da sínfise púbica, que causa dor na região inferior do abdome, ou na origem da musculatura adutora, muito comum em atletas. O exame clínico e os exames complementares permitem fazer o diagnóstico preciso da causa da pubalgia, avaliar a qualidade dos tendões, e avaliar o grau de edema ósseo na sínfese púbica. É importante fazer o diagnóstico diferencial e associação com as hérnias inguinais, lesão muscular, alterações ginecológicas / urológicas, impacto femoroacetabular e osteonecrose do quadril.

INSTABILIDADE DO QUADRIL: diagnóstico pouco frequente, geralmente feito em mulheres com frouxidão ligamentar global e hipermobilidade das articulações. Pode causar dor pela subluxação da cabeça femoral.

ARTROSE DO QUADRIL – A alteração degenerativa da cartilagem do quadril (desgaste) é muito comum nos idosos, e é chamada de coxartrose primária. Pacientes mais jovens podem ter artrose secundária a fatores preexistentes que causam a degeneração articular precoce. As doenças da infância como a displasia do quadril e o Perthes, o impacto femoroacetabular e a lesão do labrum, e a osteonecrose do quadril são as principais causa de coxartrose secundária do quadril. A artrose do quadril é uma das causas mais comuns de dor crônica no quadril , tanto nos atletas, quanto em pessoas sedentárias.

PRINCIPAIS PROBLEMAS NO QUADRIL #2

Confira alguns dos principais problemas nos quadris

Confira alguns dos principais problemas nos quadris

Seguindo a nossa série de posts sobre os PRINCIPAIS PROBLEMAS NO QUADRIL, vamos falar hoje sobre as CAUSAS MAIS COMUNS de dor no quadril .

É importante estar sempre atento quando começar a sentir algum sinal ou sintoma no quadril para realizar o tratamento necessário e prevenir uma condição crônica.

IMPACTO FEMOROACETABULAR – E causado por uma alteração óssea no fêmur e/ou acetábulo , onde ocorre um contato anormal ( impacto ) entre esses ossos durante os movimentos do quadril. Geralmente está relacionado às atividades com flexão e rotação do quadril. Pode causar lesão do labrum e da cartilagem, e consequentemente artrose do quadril.

LESÃO DO LABRUM – O labrum do quadril é uma válvula de tecido fibrocartilaginoso que circula a borda da articulação do quadril. Ele mantém a vedação/selo do quadril e aumenta a estabilidade da articulação. Quando a lesão labral acontece, ocorre a perda da vedação articular e uma parte deste tecido pode se soltar na articulação, causando dor ou estalos articulares, podendo levar a artrose no futuro.

HÉRNIAS- São defeitos na parede abdominal e podem causar do na região da virilha. A hérnia inguinal é a mais frequente. Geralmente causam nas atividades esportivas, ou em atividades do dia-a-dia, como levantar da cama e espirrar. Quando relacionadas ao esporte, geralmente acontecem em atividades que requerem esforço repetitivo com mudança de direção e explosão muscular.

PRINCIPAIS PROBLEMAS NO QUADRIL #1

Confira alguns dos principais problemas no quadril

Confira alguns dos principais problemas no quadril

Hoje iniciamos uma SÉRIE de TRÊS POSTS sobre os PRINCIPAIS PROBLEMAS NO QUADRIL

Para começar, vamos falar sobre as causas mais comuns de dor no quadril que, na maioria da população, incluem artrose, bursite, dores musculares e compressão nervosa.
Os atletas amadores e profissionais, no entanto, muitas vezes também têm dor no quadril causada por impactos diretos ou indiretos, e síndromes por uso excessivo.
Por isso, é importante para um pessoa, prestar atenção quando começar a sentir algum sinal ou sintoma no quadril, para realizar o tratamento necessário e prevenir uma condição crônica.

Conheça algumas das causas mais comuns de dor no quadril:

ESTIRAMENTO E LESÕES MUSCULARES – As dores no quadril e virilha são muitas vezes resultado de um estiramento do músculo adutor ou da origem do quadríceps. Esta lesão aguda do músculo é semelhante a outros locais do corpo, e quando a musculatura é forçada para além dos seus limites, pode ocorrer uma estiramento, lesão parcial ou total.

BURSITE TROCANTÉRICA – A inflamação da bursa ( bolsa de líquido que protege os tendões) sobre a parte lateral do quadril (trocânter do fêmur) é chamada de bursite trocantérica, e pode causar dor com o movimento, e dor para deitar de lado sobre o quadril afetado. O tratamento é na maioria das vezes eficaz, mas quando não tratada corretamente, pode se tornar um problema crônico e persistente.

FRATURA POR ESTRESSE- É geralmente diagnosticada nos corredores de longa distância, e muito mais comum em mulheres do que em homens. Esta lesão é geralmente vistas em atletas que praticam atividades de impacto de longa duração, excesso de treinos, e pode estar associada à alterações nutricionais ou endocrinológicas.

ARTROSCOPIA DO QUADRIL

 

artroscopia do quadril site 1

A videoartroscopia é uma técnica cirúrgica para tratamento de lesões dentro e ao redor das articulações. Na técnica de videoartroscopia uma câmera de vídeo e instrumentos específicos para artroscopia são introduzidos na articulação por pequenas incisões na pele de aproximadamente 1 cm.

A artroscopia do quadril é uma técnica cirúrgica que está em grande crescimento no mundo, principalmente no tratamento do impacto femoroacetabular (IFA) e das lesões do labrum. Outras patologias do quadril, como a bursite e as tendinopatias peritrocantéricas, artrose do quadril leve/moderada, corpos livres intra-articulares e lesões do ligamento redondo também podem ser tratadas por artroscopia.

No tratamento do IFA é realizada a osteocondroplastia (remodelação) das alterações ósseas no fêmur (CAM) e no acetábulo (PINCER) e também avaliação das lesões de cartilagem e do labrum. Na presença da lesão do labrum, com destacamento e instabilidade, é realizado o reparo da lesão com sutura utilizando pequenas âncoras.

Quedas e acidentes domésticos somam 75% das lesões sofridas por idosos

 

acidente_domsticoO Sistema Único de Saúde (SUS) revela que 75% das lesões sofridas por pessoas com mais de 60 anos são causadas por acidentes domésticos.

Se por um lado a longevidade é algo positivo, por outro requer atenção especial em vários aspectos e um deles é a preocupação com os riscos de acidentes que ocorrem dentro de casa e em atividades diárias.

 

Os cirurgiões especialistas em cirurgia do joelho e quadril do Instituto Fuchs – Thiago Fuchs e Rogério Fuchs – explicam que os idosos estão mais sujeitos a quedas e fraturas porque o controle neuromuscular de pessoas à partir dos 60 anos vai se tornando cada vez mais frágil

“Cerca de 30% das cirurgias do joelho e do quadril realizadas pelos médicos do Instituto Fuchs são em pessoas acima de 60 anos”, conta o Dr.Rogério Fuchs, que atua na área de cirurgia do joelho há mais de 30 anos.

Segundo ele, existem algumas condições que contribuem para aumentar o risco de queda na terceira idade, entre elas, a redução dos reflexos, fraqueza muscular, a alteração de noção espacial, dores articulares, entre outras.

Uso da bengala – A bengala é um apoio para os membros inferiores que caiu em desuso, mas continua sendo indicado pelos especialistas do Instituto Fuchs, especialmente para pacientes acima de 60 anos.

“Alguns pedem para usar a bengala, como forma de apoio e pelo fato de que a bengala dá mais estabilidade para locomoção.  No entanto, outros acham que a bengala é coisa de velho”, relata o Dr. Rogerio Fuchs.

No caso de lesões no quadril e joelho, o uso da bengala diminui entre 30% e 50% a carga sobre o quadril afetado ou joelho afetado.

Números – De acordo com o Ministério da Saúde, 70% das quedas entre idosos acontecem dentro de casa. Sendo que 30% destes acidentes causam a morte de idosos e pelo menos 40% causam alguma lesão grave, principalmente, no joelho e no quadril.

O médico especialista em cirurgia do quadril, Thiago Fuchs, ressalta que  após uma fratura de quadril , a taxa de mortalidade em pacientes acima de 60 anos – um anos após a cirurgia – é de 30%.

“Em contrapartida,  caso  ocorra fratura no quadril do idoso e a cirurgia não seja realizada,  a taxa de mortalidade é muito maior devido a complicações no pulmão”, alertou o Dr. Thiago.

Outro dado preocupante – divulgado pela Fundação Internacional de Osteoporose, que analisou 14 países de toda a América Latina, é que o número de fraturas nos quadris, causadas pela osteoporose, deve aumentar 32% até 2050.

O que já se estima é que atualmente ocorram mais de 121 mil fraturas do quadril todos os anos no Brasil.

O ciururgião do quadril, Thiago Fuchs, conta que quando a fratura do quadril acontece, geralmente o tratamento é cirúrgico, para fixação da fratura. Em alguns casos é necessária a realização da artroplastia (prótese) do quadril.

“O tratamento cirúrgico dever ser realizado o mais precoce possível, para evitar complicações cardiopulmonares nos idosos e permitir que o paciente ande o mais cedo possível”, enfatiza Thiago. “Por isso, é muito importante a prevenção de quedas no idoso, além do tratamento clínico com atividade físicas, alimentação adequada e controle da osteoporose”, completa Thiago.

Prevenção – Entre as recomendações para prevenir queda em pacientes acima de 60 anos estão, retirar os tapetes e móveis baixos, incluir corrimão nas escadas e barras de apoio nos banheiros e prevenir a osteoporose com tratamento e atividade física.

“Prevenção de quedas, avaliação periódica, realização de exercícios físicos para fortalecer os músculos e aumentar a amplitude dos movimentos, estão entre os fatores fundamentais para evitar acidentes dentro de casa e a queda de idosos”, orientou Rogério Fuchs.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015 o Brasil tinha cerca de 16 milhões de idosos. Mas a estimativa é que em 2060 esse número salte para 56 milhões.

CAMINHADA PODE REDUZIR OS SINTOMAS DE ARTROSE NO QUADRIL

Sentir dores nas regiões da coluna, joelho ou quadril durante a prática das atividades diárias, dificuldade para movimentar a articulação e crepitação articular durante o movimento, atrapalha a rotina normal de qualquer pessoa. Esses sintomas podem indicar que você está sofrendo com a temida Artrose.

A artrose é uma doença articular crônica, inflamatória e degenerativa, caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular e do osso subcondral, localizado abaixo da cartilagem. Geralmente esta doença aparece nas pessoa mais velhas pelo próprio desgaste com o envelhecimento, porém atividades repetidas de impacto nas articulações, excesso de peso corporal, sequelas de fraturas e doenças da infância podem desencadear a artrose em pacientes mais jovens.

Os locais mais comuns afetados pela artrose são as articulações que suportam o peso, como coluna vertebral, quadril e joelho.
Segundo pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, a caminhada progressiva, associada ao tratamento com condroprotetor via oral (sulfato de glicosamina), pode trazer melhora nos sintomas dos pacientes com artrose no quadril e joelho.

No artigo publicado, esses especialistas destacaram que pacientes que caminham pelo menos duas series de 1.500 passos em três dias da semana, relatam sentir menos dor, e consequentemente uma melhora na qualidade de vida.

O resultado da pesquisa confirma que as pessoas que caminharam cerca de três a cinco vezes por semana tiveram uma melhora significativa nos sintomas da artrose. A atividade física tem revelado resultados satisfatórios e duradouros com objetivo de diminuir os efeitos da artrose.

A ingestão do medicamento condroitina ( associada à glicosamina) fez parte deste tratamento, e demonstra benefícios para os pacientes com artrose.
O tratamento da artrose do quadril e joelho nas fases iniciais é conservador, com trabalho muscular, medicações condroprotetoras para a cartilagem, perda de peso e mudança dos hábitos de vida. Em alguns casos é indicada a infiltração de ácido hialurônico (viscossuplementação), para aumentar a lubrificação articular, diminuir o processo inflamatório e melhorar a biologia da cartilagem, na tentativa de reduzir os sintomas e retardar a progressão da doença. Nos casos mais avançados, e naqueles que não respondem ao tratamento conservador, o tratamento é cirúrgico.areia site

PRINCIPAIS PROBLEMAS NO QUADRIL DO ATLETA

principais problemas no quadril siteHoje vamos falar sobre as causas mais comuns de dor no quadril que, na maioria da população, incluem artrose, bursite, dores musculares e compressão nervosa.
Os atletas amadores e profissionais, no entanto, muitas vezes também têm dor no quadril causada por impactos diretos ou indiretos, e síndromes por uso excessivo.
Por isso, é importante para um pessoa, prestar atenção quando começar a sentir algum sinal ou sintoma no quadril para realizar o tratamento necessário e prevenir uma condição crônica.

Conheça algumas das causas mais comuns de dor no quadril em ATLETAS.

ESTIRAMENTO E LESÕES MUSCULARES – As dores no quadril e virilha são muitas vezes resultado de um estiramento do músculo adutor ou da origem do quadríceps. Esta lesão aguda do músculo é semelhante a outros locais do corpo, e quando a musculatura é forçada para além dos seus limites, pode ocorrer uma estiramento, lesão parcial ou total.

FRATURA POR ESTRESSE- São geralmente diagnosticadas nos corredores de longa distância, e muito mais comum em mulheres do que em homens. Estas lesões são geralmente vistas em atletas que praticam atividades de impacto de longa duração, excesso de treinos, normalmente estão associadas com alterações nutricionais ou endocrinológicas. É causada pelo micro-trauma repetitivo no osso ao longo da atividade física.

IMPACTO FEMOROACETABULAR – E causado por uma alteração óssea no fêmur e/ou acetábulo , onde ocorre um contato anormal ( impacto ) entre esses ossos durante os movimentos do quadril. Geralmente está relacionado às atividades com flexão e rotação do quadril. Pode causar lesão do labrum e da cartilagem, e consequentemente artrose do quadril.

PUBALGIA – É um desequilíbrio funcional da musculatura do reto abdominal e adutores. É uma lesão relacionada ao esforço repetitivo na região da sínfise púbica, que causa dor na região inferior do abdome, ou na origem da musculatura adutora, muito comum em atletas. O exame clínico e os exames complementares permitem fazer o diagnóstico preciso da causa da pubalgia, avaliar a qualidade dos tendões, e avaliar o grau de edema ósseo na sínfese púbica. É importante fazer o diagnóstico diferencial e associação com as hérnias inguinais, lesão muscular, alterações ginecológicas / urológicas, impacto femoroacetabular e osteonecrose do quadril.

Em breve traremos outras CAUSAS COMUNS de problemas no QUADRIL.

Joelho degenerativo

joelho degenerativo

A melhora da qualidade de vida, os avanços da medicina e a prática de atividades esportivas fazem que a expectativa de vida média da população aumente progressivamente. Hoje geralmente vivemos mais de 80 anos.

Quanto mais atividade física fizermos e mais tempo vivermos, maiores serão os riscos de desenvolver problemas nas articulações dos membros inferiores, onde o joelho é a mais afetada. O joelho após muitos anos de vida, pode apresentar alterações degenerativas da cartilagem, que causam dor, inchaço, perda de movimento, dificuldade nas atividades diárias e em atividades esportivas.

As alterações degenerativas são decorrentes de desgaste da cartilagem, sequelas de traumas, doenças inflamatórias, osteonecrose , instabilidade ligamentar e cirurgias prévias (meniscectomia).

Fortalecimento da muscular é uma das maneiras de evitar a artrose do joelho

Jogging injury.

O fortalecimento muscular é uma das maneiras de evitar artrose ou osteoartrite – doença inflamatória e degenerativa que ataca as articulações, e promove o desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, causando dor, restrição de movimento, e podendo levar a deformidades.

As articulações mais acometidas pela artrose são as que suportam peso, como coluna vertebral, o quadril e o joelho.

“Estudos sobre a artrose no esporte indicam que a obesidadesedentarismo e fraqueza muscular aumentam as chances de uma pessoa desenvolver a artrose”, conta o ortopedista e especialista em cirurgia do joelho e idealizador do Instituto Fuchs, Rogério Fuchs.

Na artrose, a membrana sinovial passa a aumentar a produção do líquido sinovial com menor capacidade lubrificante, que agrava ainda mais o desgaste.  Quando os ossos estão sem a proteção da cartilagem, o atrito entre eles gera dor, inchaço e limitação funcional. Ela pode se manifestar em qualquer articulação, mas é mais comum nas mãos, coluna, joelho e quadril. A doença irá piorar de forma progressiva, é irreversível, e não tem cura clínica até os dias atuais.

Rogério Fuchs, faz um alerta de como as pessoas podem se proteger da artrose: “Há componentes genéticos na causa do problema, por isso, quem tem histórico familiar deve ficar atento. A artrose pode se manifestar precocemente e é classificada como um processo degenerativo e inflamatório”, completa o especialista em cirurgia do joelho, Rogério Fuchs.

Segundo ele, os tratamentos clínicos podem retardar a progressão da doença – alguns medicamentos têm essa proposta, apesar de haver controvérsias quanto ao resultado. A maioria dos pacientes sentem alívio da dor e melhorara da função articular por um determinado período. Estes medicamentos são chamados de “condroprotetores”. Existem duas formas usá-los, via oral (glicosamina-condroitina e colágeno) ou intra-articular por infiltração (ácido hialurônico e corticóide). Os resultados são melhores quando se acrescentam os exercícios físicos bem orientados.

“A reabilitação para aumentar a força muscular e a flexibilidade também ajudam a reduzir a dor e a rigidez. Já os exercícios aeróbicos melhoram a saúde do coração e permitem que os músculos trabalhem de forma mais eficiente. Além de exercícios individualizados, as pessoas podem praticar atividades como natação, ciclismo e Pilates”, diz o cirurgião especialista em joelho, Rogério Fuchs.

Sintomas – A dor no joelho geralmente é o primeiro sintoma da artrose. Essa dor é de caráter progressivo. Acentua-se com a atividade física (degraus, subida e descida de escadas, esportes de contato e movimentos repetitivos) e é diretamente proporcional ao excesso de peso.  Com o passar do tempo, o joelho passa a apresentar deformidade, ou seja, desvio do seu eixo normal.

“No início dos sintomas, o repouso é uma forma de alívio da dor. Muitas pessoas com artrose tornam-se menos ativas por causa da dor e do medo de causar mais danos. Isso pode, infelizmente, levar a músculos cada vez mais fracos, o que agrava ainda mais os sintomas da doença”, explica Rogério Fuchs.

Tratamento – Um dos tratamentos possíveis e indicados para a artrose no joelho quando o tratamento clínico não é mais eficaz, é a artroplastia (prótese) do joelho – cirurgia que substitui a superfície articular por uma prótese metálica e de polietileno. Esta cirurgia é geralmente indicada em pacientes acima de 60 anos, nos casos mais avançados de artrose do joelho, com dor e limitação nas atividades   da vida diária.
“A taxa de resultados satisfatórios para o paciente é de aproximadamente 90% a 95% dos casos, com grande alívio dos sintomas, melhorando a qualidade de vida. A durabilidade média de uma artroplastia total do joelho é de 15 a 20 anos”, finaliza Rogério Fuchs.

 

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