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Lesão de cartilagem do joelho: saiba o que é e os tratamentos existentes

cartilagem-joelhoA cartilagem é um tecido que reveste as articulações, e tem a função básica de absorver e distribuir melhor a carga. Isso ocorre devido a seu alto potencial de deformação plástica e sua composição. A cartilagem é rica em fibras de colágeno tipo II e é dividida em quatro camadas de células, denominadas condrócitos, que vão desde a superfície articular até o osso. O líquido sinovial (fluido articular) atua na articulação como lubrificante, e auxilia na absorção de impacto e nutrição da cartilagem articular.

Quando ocorre uma lesão na cartilagem, acontece a liberação de mediadores inflamatórios dentro da articulação. Com a perda da estrutura da cartilagem, ocorre a distribuição anormal de peso entre os ossos, resultando em deformidades, dor e limitação de movimento, processo também conhecido como osteoartrose. Tanto a resposta inflamatória, quanto as alterações mecânicas da lesão de cartilagem são causas dos sintomas articulares no joelho.

O tratamento da lesão de cartilagem do joelho pode ser conservador ou cirúrgico. Trabalho muscular, condroprotetores por via oral e infiltração de ácido hialurônico são as opções de tratamento conservador. Muitas técnicas cirúrgicas são desenvolvidas para estimular a cicatrização e o reparo da cartilagem articular, como por exemplo a abrasão e as microfraturas – são que “raspagens” ou perfurações múltiplas, que causam um sangramento local e consequentemente o reparo com tecido fibrocartilaginoso (parecido com a cartilagem). O transplante osteocondral, a mosaicoplastia e transplante de condrócitos são técnicas onde é retirado o tecido ostecondral de outra parte do joelho ou de banco de tecidos, e reimplantados na área da lesão. Existem estudos, em desenvolvimento no mundo, de aplicação de células tronco na articulação, na tentativa de regenerar a cartilagem lesada, porém até o momento não existe nenhuma comprovação científica de resultados satisfatórios a longo prazo.

Você sabe o que é Impacto fêmoroacetabular (IFA)?

Impacto fêmoroacetabular (IFA)?

O IFA é uma condição em que os ossos da pelve (acetábulo) e do fêmur (colo femoral) adquirem uma alteração de formato e angulação, podendo até resultar em uma deformidade.

Essa alteração provoca um encaixe imperfeito dos ossos, podendo causar danos à articulação. Existem dois tipos mais comuns de impacto femoroacetabular: CAM, onde há um deformidade na junção entre o colo e a cabeça femoral e PINCER, em que há aumento do rebordo acetabular. Muitos pacientes podem também apresentar  tipo misto, que é a combinação de ambos os tipos de impacto. O impacto femoroacetabular acomete principalmente pacientes jovens, atletas, corredores e praticantes de esportes que envolvem flexão e rotação dos quadris. É o caso do futebol, tênis, vôlei e das artes marciais, por exemplo. Mas não consiste em um problema exclusivamente de atletas.

O IFA geralmente acontece devido a uma alteração na placa de crescimento do quadril em desenvolvimento associada à alterações biomecânicas nos membros inferiores. Deformidades da infância, hipermobilidade do quadril e sequela de traumas também são possíveis causas.

Entre os sintomas mais frequentes do impacto femoroacetabular estão a dor e os travamentos no quadril. Os pacientes apresentam dor inguinal (virilha), sendo associada à dor muscular e/ou tendínea. A dor também pode ser lateral ou posterior no quadril. O IFA, em muitos casos, está associado a episódios de travamento ou estalidos da articulação, principalmente quando há uma lesão do labrum acetabular. Uma dor aguda e intensa pode ocorrer quando a pessoa faz o movimento de girar o quadril, agachar ou ficar sentado, mas na maioria das vezes, a dor é apenas relacionada a um leve desconforto.

Saiba mais: Impacto femoroacetabular

CICATRIZ PÓS-CIRÚRGICAS E O SOL

cicatriz joelho

 

Para realização de cirurgias no JOELHO e no QUADRIL, é necessária a realização de incisões ( cortes ) na pele. A cicatriz depende do tipo de cirurgia realizada. Nas artroscopias, as incisões têm aproximadamente 1 cm cada. Nas artroplastias (próteses), a cicatriz varia entre 12 e 20 cm, dependendo do caso e tamanho do paciente.

Na foto acima, é observada a cicatriz após 6 meses da cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) com enxerto de tendão flexores.
A cicatriz pós-operatória depende de vários fatores : tipo e local da incisão, tipo de sutura ( ponto ) realizada, características do paciente e cuidados após a cirurgia.
Toda cicatriz passa por diversas fases: cicatrização, formação de fibrose e remodelamento. Inicialmente a cicatriz é vermelha, depois fica mais escura até aproximadamente 6 meses, e então começa a clarear, geralmente até 1 ano após a cirurgia.
No verão, as pessoas costumam usar roupas mais curtas e ir a praia, o que pode expor as cicatrizes cirúrgicas ao sol. É muito importante proteger as cicatrizes, principalmente nos primeiros 6 meses, para evitar o aumento de pigmentação (cicatriz mais escura).
Sempre indicamos o uso de protetor solar, com fator acima de 50 fps, diariamente após a retirada dos pontos e fechamento completo da ferida por 6 meses, mesmo nos dias sem sol. Nas fases iniciais após a cirurgia (1 mês) também indicamos o uso de proteção com micropore.

O QUE É ARTROPLASTIA DO JOELHO?

ARTOPLASTIA TOTAL DO JOELHO

A artroplastia do joelho  (ATJ) é uma cirurgia que substitui a superfície articular por uma prótese metálica e de polietileno.

Esta cirurgia é geralmente indicada em pacientes acima de 60 anos, nos casos mais avançados de artrose do joelho, com dor e limitação nas atividades da vida diária. Em casos especiais também podem ser realizadas em pacientes mais jovens (abaixo dos 60 anos).

Existe basicamente dois tipos de artroplastia do joelho, a total e a unicompartimental. Na artroplastia total do joelho, toda a superfície articular femorotibial é trocada. Na artropalstia unicompartimental do joelho, apenas o lado afetado da articulação é substituído.

A taxa de bom resultado é de aproximadamente 90% a 95% dos casos e a durabilidade média de uma artroplastia total do joelho é de 15 a 20 anos.

FRATURA DO QUADRIL NO IDOSO

quadril do idoso fratura

Você sabia que o número de fraturas nos quadris, causadas pela osteoporose, deve aumentar 32% até 2050?
Os dados foram divulgados pelo órgão denominado International Osteoporosis Foundation (Fundação Internacional de Osteoporose), que analisou 14 países de toda a América Latina.
O que já se estima é que atualmente ocorram mais de 121 mil fraturas do quadril todos os anos no Brasil.

O cirurgião especialista em quadril, Thiago Fuchs, do Instituto Fuchs explica que os traumas de alta energia, como os acidentes de carro/moto, são as principais causas das fraturas do quadril nos pacientes jovens. Nos idosos, as quedas de mesmo nível são a principal causa.

“Por isso, é muito importante a PREVENÇÃO DE QUEDAS no idoso, além do tratamento clínico com atividade físicas, alimentação adequada e controle da osteoporose.”
Quando a fratura do quadril acontece, geralmente o tratamento é cirúrgico, para fixação da fratura. Em alguns casos é necessária a realização da artroplastia (prótese) do quadril. O tratamento cirúrgico dever ser realizado o mais precoce possível, para evitar complicações cardiopulmonares nos idosos e permitir que o paciente ande o mais cedo possível.

ARTROPLASTIA TOTAL DO QUADRIL 

artroplastia toral do quadril

A artroplastia total do quadril é um procedimento cirúrgico utilizado no tratamento da artrose do quadril, osteonecrose e algumas fraturas ao nível do quadril.

A cirurgia consiste na substituição da articulação do quadril por componentes metálicos, de polietileno e de cerâmica, com o objetivo de reestabelecer uma articulação com bom movimento e melhora da dor, e consequentemente, melhora da qualidade de vida do paciente.

A artroplastia total do quadril é uma cirurgia que depende da educação do paciente e dos familiares sobre o procedimento, técnica cirúrgica adequada, qualidade da prótese, reabilitação pós-operatória e condição de saúde do paciente. A durabilidade de uma artroplastia total do quadril com adequada técnica cirúrgica, implantes de qualidade e cumprimento das orientações médicas, é acima de 95% em 15 anos e possivelmente maior de 80% em 20 anos.

É muito importante realizar acompanhamento médico anual após a cirurgia independente dos sintomas, com objetivo de reconhecer alterações precoces e evitar complicações futuras.

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ATLETAS DE FINAL DE SEMANA

atletas de final de semana

 

Muitas pessoas que sofrem lesões durante a prática esportiva são os chamados “atletas de final de semana”, que em gera,l são profissionais liberais e trabalhadores de escritório, que não fazem as atividades físicas preparatórias e regulares, mas nos finais de semana, querem praticar atividades físicas.

PARA PREVENIR LESÕES é importante um condicionamento físico adequado.

Quem está sedentário e quer começar a realizar atividades físicas deve fazer uma avaliação completa, o que inclui consulta com médico cardiologista, avaliação nutricional e acompanhamento com um profissional da área esportiva, como os educadores físicos, fisiologistas do esporte e personal-trainers. Se existe alguma queixa de dor articular ou muscular prévia ou durante os treinos, uma avaliação ortopédica é muito importante.
Desta forma, podemos diminuir os riscos para a saúde cardiovascular e musculoesquelética, e estabelecer um programa individual de treinamento, levando em conta a idade, nível de condicionamento e objetivos pessoais.

CORRIDA x PROBLEMAS NO JOELHO

corrida e problemas no joelho 1

Um erro comum é ter “pressa” em perder peso. Muitas pessoas correm com peso excessivo e musculatura fraca, sobrecarregando os joelhos podendo causar dor e desgaste precoce da cartilagem.

A cada passada durante a corrida, os joelhos suportam cerca de três a seis vezes o peso corporal. Portanto, quem quer correr deve estar com um peso mais adequado e com boa musculatura nas coxas, pernas e quadril, para distribuir melhor os impactos sofridos pela articulação.

As pessoas que estão acima do peso devem realizar atividades de baixo impacto, como caminhadas, natação e hidroginástica, antes de iniciar atividades de impacto como as corridas.
Por isso a dica para as pessoas que querem praticar corrida ou outras atividades físicas é buscar orientação de um profissional para um preparo físico prévio, que inclui treino aeróbico (capacidade cardiovascular), fortalecimento muscular
e alongamentos.

Vale lembrar, que o excesso de exercícios, acima da capacidade física de cada um, também é um grande vilão causador de lesões e dores nas articulações, principalmente coluna, quadril e joelhos, já que são estas que suportam todo peso e impactos repetitivos.
Por isso, é muito importante estabelecer uma rotina de exercícios sem sobrecarga, onde seja reservando um espaço para o descanso dos músculos e articulações, para que estes possam se recuperar, evitando lesões.

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JOELHO “TORTO” PODE SER SINAL DE UM PROBLEMA?

joelho torto 1

 

Muitas pessoas apresentam desvio de eixo nos membros inferiores e nem por isso são considerados anormais. Quando o joelho fica para “fora” é chamado de VARO (joelho do cavaleiro), e quando vai pra “dentro” é chamado de VALGO (joelho em X).

Existem pessoas que apresentam essa variação do alinhamento dos joelhos por uma característica genética e familiar, ou também por variações de sexo e raça. Muitos homens apresentam o joelho varo e muitas mulheres tem o joelho valgo, e isso não significa que todos tem problema.

A alteração no eixo dos membros inferiores é um fator de risco para doenças degenerativas das articulações ou também pode se manifestar como um sinal de artrose. Quando esta alteração ocorre somente num joelho, ou seja, de maneira assimétrica, deve ser avaliada por especialista, pois pode ser sinal de desgaste da articulação. Os pacientes com artrose do joelho notam que a perna vai “entortando” com o passar dos anos e progressão de desgaste.

PRINCIPAIS PROBLEMAS DO QUADRIL #3

Saiba quais são os principais problemas nos quadris

Saiba quais são os principais problemas nos quadris

Hoje é o 3o e último dia da nossa Série SOBRE os PRINCIPAIS PROBLEMAS DO QUADRIL.

Estamos trazendo as causas mais comuns de dor no quadril . O objetivo é fazer com que as pessoas, sempre que sintam um desconforto ou dor diferente no quadril, procurem um médico especializado, evitando assim o agravamento do problema com o passar do tempo.

PUBALGIA – É um desequilíbrio funcional da musculatura do reto abdominal e adutores. É uma lesão relacionada ao esforço repetitivo na região da sínfise púbica, que causa dor na região inferior do abdome, ou na origem da musculatura adutora, muito comum em atletas. O exame clínico e os exames complementares permitem fazer o diagnóstico preciso da causa da pubalgia, avaliar a qualidade dos tendões, e avaliar o grau de edema ósseo na sínfese púbica. É importante fazer o diagnóstico diferencial e associação com as hérnias inguinais, lesão muscular, alterações ginecológicas / urológicas, impacto femoroacetabular e osteonecrose do quadril.

INSTABILIDADE DO QUADRIL: diagnóstico pouco frequente, geralmente feito em mulheres com frouxidão ligamentar global e hipermobilidade das articulações. Pode causar dor pela subluxação da cabeça femoral.

ARTROSE DO QUADRIL – A alteração degenerativa da cartilagem do quadril (desgaste) é muito comum nos idosos, e é chamada de coxartrose primária. Pacientes mais jovens podem ter artrose secundária a fatores preexistentes que causam a degeneração articular precoce. As doenças da infância como a displasia do quadril e o Perthes, o impacto femoroacetabular e a lesão do labrum, e a osteonecrose do quadril são as principais causa de coxartrose secundária do quadril. A artrose do quadril é uma das causas mais comuns de dor crônica no quadril , tanto nos atletas, quanto em pessoas sedentárias.

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