Temas Atuais

O QUE É TENDINOPATIA PERITROCANTÉRICA/BURSITE DO QUADRIL?

 

As tendinopatias peritrocantéricas são alterações inflamatórias que ocorrem no tendão do músculo glúteo médio e glúteo mínimo, e também decorrente do atrito entre o trato iliotibial e o grande trocanter nas região lateral do quadril.
A bursite do quadril é a inflamação da bursa, que é uma pequena bolsa de líquido que serve para diminuir a pressão e o atrito entre os tecidos moles (músculos e tendões) e o osso.
Geralmente as tendinopatias peritrocantéricas e a bursite do quadril são patologias que ocorrem juntas. A dor típica é na região lateral do quadril, principalmente pela noite e para levantar da posição sentada. O tratamento na maioria dos casos é conservador, com medicação via oral e infiltração local, fisioterapia e trabalho muscular de alongamento e fortalecimento. Em alguns casos, refratários ao tratamento conservador bem realizado e por pelo menos 6 meses, pode ser necessário o tratamento cirúrgico, por via aberta ou artroscopia do quadril, para retirada da bursa, liberação do trato iliotibial e tratamento da lesão do tendão do glúteo médio.

ARTROSCOPIA DO QUADRIL EM JOGADOR DE VÔLEI

Hoje trazemos para vocês a imagem do Dr. Thiago Fuchs, do Instituto Fuchs, realizando uma ARTROSCOPIA DO QUADRIL em um paciente JOGADOR DE VÔLEI.
O procedimento tem como objetivo tratar o IMPACTO FEMOROACETABULAR E SUTURA DO LABRUM (foto menor).

PREVENÇÃO DE TROMBOSE NAS ARTROPLASTIAS DE QUADRIL E JOELHO

 

A trombose venosa profunda (TVP) é uma complicação muito preocupante, tanto para os pacientes quanto para os médicos, que pode ocorrer após uma artroplastia de quadril e joelho.

Em todo o mundo, existe uma incessante busca de medidas de prevenção para evitar este problema.

Avaliação pré-operatória adequada, buscando fatores de risco é muito importante. História familiar ou pessoal de TVP prévia, alterações de coagulação sanguínea devem ser pesquisadas, para realização de profilaxia adequada para cada caso.

A prevenção pode ser realiza de maneira mecânica e medicamentosa. Mobilização do membro operado, fisioterapia e marcha logo após recuperação anestésica, bombas de compressão pneumáticas e movimentos de panturrilha são as principais medidas mecânicas para prevenção de TVP.

A profilaxia medicamentosa pode ser realizada com anticoagulantes orais ou injetáveis e deve ser mantida por 2 a 4 semanas de pós-operatório.

MITOS E VERDADES: A prática de esportes não causa problemas no joelho

MITO – O joelho recebe grandes cargas devido ao suporte do peso corporal e que são acentuadas durante a prática esportiva. Durante a prática esportiva, o joelho deve suportar atividades como saltar, correr, chutar, mudanças bruscas de direção, podendo sofrer diversos tipos de lesões, causadas por esforços repetitivos ou algum tipo de trauma.
Esportes como caminhar, correr, andar de bicicleta, futebol, vôlei, basquete, tênis, podem levar a algum tipo de carga excessiva ou traumática aos joelhos. Estas lesões são muitas vezes decorrentes ou complicadas pela falta de conhecimento, treinamento e preparação prévia. Os joelhos com alterações, normalmente apresentam dor, inchaço, instabilidade, perda de mobilidade e atrofia muscular. Na presença de qualquer um destes sinais/sintomas deve-se procurar atendimento médico para investigar a causa destas alterações.

 

CONHEÇA AS CAUSAS MAIS COMUNS DE DOR NO QUADRIL

 

As causas mais comuns de dor no quadril na população em geral incluem artrose, bursite, dores musculares e compressão nervosa. Os atletas amadores e profissionais, no entanto, muitas vezes também têm dor no quadril causada por impactos diretos ou indiretos, e síndromes por uso excessivo. Por isso, é importante para um pessoa, prestar atenção quando começar a sentir algum sinal ou sintoma no quadril para realizar o tratamento necessário e prevenir uma condição crônica.

Conheça algumas das causas mais comuns de dor no quadril em atletas.

Estiramento e lesões musculares. As dores no quadril e virilha são muitas vezes resultado de um estiramento do músculo adutor ou da origem do quadríceps. Esta lesão aguda do musculo é semelhante a outros locais do corpo, e quando a musculatura é forçada para além dos seus limites, pode ocorrer uma estiramento , lesão parcial ou total.

Bursite trocantérica – A inflamação da bursa ( bolsa de líquido que protege os tendões) sobre a parte lateral do quadril (trocânter do fêmur) é chamada de bursite trocantérica, e pode causar dor com o movimento e dor para deitar de lado sobre o quadril afetado. O tratamento é na maioria das vezes eficaz, mas quando não tratada corretamente, pode se tornar um problema crônico e persistente.

Fratura por estresse – São geralmente diagnosticadas nos corredores de longa distância, e muito mais comum em mulheres do que em homens. Estas lesões são geralmente vistas em atletas que praticam atividades de impacto de longa duração, excesso de treinos, normalmente estão associadas com alterações nutricionais ou endocrinológicas. É causada pelo micro-trauma repetitivo no osso ao longo da atividade física.

Impacto femoroacetabular – E causado por uma alteração óssea no fêmur e/ou acetábulo , onde ocorre um contato anormal ( impacto ) entre esses ossos durante os movimentos do quadril. Geralmente está relacionado às atividades com flexão e rotação do quadril. Pode causar lesão do labrum e da cartilagem, e consequentemente artrose do quadril.

Lesão do labrum – O labrum do quadril é uma válvula de tecido fibrocartilaginoso que circula a borda da articulação do quadril. Ele mantem a vedação/selo do quadril e aumenta a estabilidade da articulação. Quando a lesão labral acontece, ocorre a perda da vedação articular e uma parte deste tecido pode se soltar na articulação, causando dor ou estalos articulares, podendo levar a artrose no futuro.

Hérnias- São defeitos na parede abdominal e podem causar do na região da virilha. A hérnia inguinal é a mais frequente. Geralmente causam nas atividades esportivas, ou em atividades do dia-a-dia, como levantar da cama e espirrar. Quando relacionadas ao esporte, geralmente acontecem em atividades que requerem esforço repetitivo com mudança de direção e explosão muscular.

Pubalgia – É um desequilíbrio funcional da musculatura do reto abdominal e adutores. É uma lesão relacionada ao esforço repetitivo na região da sínfise púbica, que causa dor na região inferior do abdome, ou na origem da musculatura adutora, muito comum em atletas. O exame clínico e os exames complementares permitem fazer o diagnóstico preciso da causa da pubalgia, avaliar a qualidade dos tendões, e avaliar o grau de edema ósseo na sínfese púbica. É importante fazer o diagnóstico diferencial e associação com as hérnias inguinais, lesão muscular, alterações ginecológicas / urológicas, impacto femoroacetabular e osteonecrose do quadril.

Instabilidade do quadril: diagnóstico pouco frequente, geralmente feito em mulheres com frouxidão ligamentar global e hipermobilidade das articulações. Pode causar dor pela subluxação da cabeça femoral.

Artrose do quadril – A alteração degenerativa da cartilagem do quadril (desgaste) é muito comum nos idosos, e é chamada de coxartrose primária. Pacientes mais jovens podem ter artrose secundária a fatores preexistentes que causam a degeneração articular precoce. As doenças da infância como a displasia do quadril e o Perthes, o impacto femoroacetabular e a lesão do labrum, e a osteonecrose do quadril são as principais causa de coxartrose secundária do quadril. A artrose do quadril é uma das causas mais comuns de dor crônica no quadril , tanto nos atletas, quanto em pessoas sedentárias.

MITOS E VERDADES: O impacto provocado pela corrida causa desgaste no quadril

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O IMPACTO PROVOCADOI PELA CORRIDA CAUSA DESGASTE NO QUADRIL
Mito. O quadril é uma articulação de carga, ou seja, uma articulação que sustenta peso do corpo. Portanto, apresenta uma estrutura óssea, ligamentos e músculos compatíveis com a sua função. Quando corremos, a carga que passa pela articulação do quadril pode chegar a 8 ou 10 vezes o peso corporal. Mesmo com toda essa demanda, o quadril apresenta apenas um consumo fisiológico, ou seja, um pequeno desgaste durante a nossa vida, como qualquer outra articulação. O desgaste geralmente ocorre devido situações atípicas, falta de preparo muscular ou excesso de treinos, como nos atletas profissionais. Uma situação atípica é quando a pessoa apresenta algum fator predisponente à lesão, como o impacto femoroacetabular (contato anormal entre a cabeça do fêmur e o acetábulo) ou a lesão do labrum. Nessas situações, a pessoa está com o quadril em risco e, dependendo da solicitação e da exigência, pode levar ao desgaste exagerado da articulação, ou seja, à artrose.

MITOS E VERDADES:Fratura do quadril em idosos pode levar à morte.

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Fratura do quadril em idosos pode levar à morte.
Verdade. Pesquisas mostram que a fratura do quadril é a lesão ortopédica que mais resulta em morte devido às suas consequências diretas e indiretas. Entre todas as fraturas relacionadas à osteoporose, as que apresentam maiores consequências para a qualidade de vida do paciente são as da extremidade proximal do fêmur, com um índice médio de mortalidade de 30% nos primeiros doze meses após o trauma, e perda da autonomia em até 50% dos casos.

MITOS E VERDADES: Jovens não têm artrose de quadril.

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Jovens não têm artrose de quadril.

Mito. A artrose é um desgaste da articulação, relacionada à degeneração da cartilagem articular. Pode ser provocada por diversas causas e a sua incidência aumenta com idade. Em idosos, é comum. Em jovens, a sua incidência é baixa, mas possível. A artrose do quadril nos jovens geralmente decorre de forma secundária, ou seja, devido a problemas da infância e adolescência, impacto femoroacetabular, traumatismos, osteonecrose, infecções ou alterações metabólicas.

MITOS E VERDADES:Prática de esporte pode gerar lesões.

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Prática de esporte pode gerar lesões

Verdade. Os esportes que apresentam maior risco são aqueles que exigem grande amplitude de movimento do quadril, rotações, ou aqueles com ‘ações explosivas’, ou seja, movimentos que exigem aceleração e desaceleração bruscas, como futebol, tênis, golfe, artes marciais, danças, balé, ginástica olímpica e atletismo. Atividades com impacto repetitivo, como a corrida, também podem causar lesões. A prática inadequada dos exercícios, sem orientação e preparação prévia, ultrapassando os limites de cada indivíduo, é a principal causa dos problemas. Entre as lesões mais frequentes, estão os estiramentos musculares e as tendinites, que geralmente ocorrem por sobrecarga, esforço excessivo, ou erro de treinamento. No meio esportivo, existem também muitos casos de impacto femoroacetabular, quando as alterações morfológicas do quadril associadas aos movimentos específicos de cada esporte causam o contato anormal entre a cabeça do fêmur e o acetábulo.

Fratura por estresse no joelho

fratura por estresse no joelho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A fratura por estresse que pode ocorrer no joelho geralmente é causada por sobrecarga ou esforço repetitivo, sendo mais comum em atletas, corredores ou militares.
Na população em geral a taxa é muito pequena (menor que 1%), porém pode chegar a 20% em atletas corredores.
No joelho, a tíbia é o osso mais acometido. A dor é o primeiro sintoma que aparece quando ocorre esta lesão, podendo também surgir inchaço no local. O paciente relata que a dor aumenta progressivamente, levando o atleta a interromper o exercício em muitos casos.
O diagnóstico é confirmado através de exames de imagem (Radiografias, Cintilografia, Tomografia e Ressonância).
Na maioria dos casos o tratamento é conservador, com a suspensão das atividades físicas de impacto durante 6 a 12 semanas, fisioterapia e analgésicos.
Em casos isolados, a fratura pode progredir tornando-se completa e com dificuldade de cicatrização, necessitando de tratamento cirúrgico.

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