Temas Atuais

MITOS E VERDADES: Jovens não têm artrose de quadril.

MITOS_E_VERDADES_-_07

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jovens não têm artrose de quadril.

Mito. A artrose é um desgaste da articulação, relacionada à degeneração da cartilagem articular. Pode ser provocada por diversas causas e a sua incidência aumenta com idade. Em idosos, é comum. Em jovens, a sua incidência é baixa, mas possível. A artrose do quadril nos jovens geralmente decorre de forma secundária, ou seja, devido a problemas da infância e adolescência, impacto femoroacetabular, traumatismos, osteonecrose, infecções ou alterações metabólicas.

MITOS E VERDADES:Prática de esporte pode gerar lesões.

MITOS_E_VERDADES_-_05

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prática de esporte pode gerar lesões

Verdade. Os esportes que apresentam maior risco são aqueles que exigem grande amplitude de movimento do quadril, rotações, ou aqueles com ‘ações explosivas’, ou seja, movimentos que exigem aceleração e desaceleração bruscas, como futebol, tênis, golfe, artes marciais, danças, balé, ginástica olímpica e atletismo. Atividades com impacto repetitivo, como a corrida, também podem causar lesões. A prática inadequada dos exercícios, sem orientação e preparação prévia, ultrapassando os limites de cada indivíduo, é a principal causa dos problemas. Entre as lesões mais frequentes, estão os estiramentos musculares e as tendinites, que geralmente ocorrem por sobrecarga, esforço excessivo, ou erro de treinamento. No meio esportivo, existem também muitos casos de impacto femoroacetabular, quando as alterações morfológicas do quadril associadas aos movimentos específicos de cada esporte causam o contato anormal entre a cabeça do fêmur e o acetábulo.

Fratura por estresse no joelho

fratura por estresse no joelho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A fratura por estresse que pode ocorrer no joelho geralmente é causada por sobrecarga ou esforço repetitivo, sendo mais comum em atletas, corredores ou militares.
Na população em geral a taxa é muito pequena (menor que 1%), porém pode chegar a 20% em atletas corredores.
No joelho, a tíbia é o osso mais acometido. A dor é o primeiro sintoma que aparece quando ocorre esta lesão, podendo também surgir inchaço no local. O paciente relata que a dor aumenta progressivamente, levando o atleta a interromper o exercício em muitos casos.
O diagnóstico é confirmado através de exames de imagem (Radiografias, Cintilografia, Tomografia e Ressonância).
Na maioria dos casos o tratamento é conservador, com a suspensão das atividades físicas de impacto durante 6 a 12 semanas, fisioterapia e analgésicos.
Em casos isolados, a fratura pode progredir tornando-se completa e com dificuldade de cicatrização, necessitando de tratamento cirúrgico.

O QUE É IMPACTO FEMOROACETABULAR (IFA)?

impacto-femuro-acetabular_detalhe1

A doença do impacto femoroacetabular – IFA é um problema mecânico da articulação do quadril, quando ocorre um contato anormal entre o rebordo acetabular e colo do fêmur. As duas principais causas desta patologia são a proeminência óssea na transição colo-cabeça femoral com deformidade em cabo de pistola”( CAM ) e o aumento na cobertura óssea acetabular ( PINCER ). Geralmente os pacientes são jovens ( 15 a 40 anos ), apresentam dor relacionada às atividades físicas, à flexão e rotação do quadril, e restrição do movimento. A dor mais comum é na virilha e anterolateral no quadril, mas frequentemente alguns pacientes apresentam dor lateral e posterior.

O IFA é a principal causa de lesão do labrum acetabular, que juntamente com a lesão da cartilagem do quadril, contribuem para alterações degenerativas à longo prazo. O tratamento do IFA busca melhora dos sintomas, correção da biomecânica da articulação e tratamento das lesões associadas, na tentativa de evitar alterações degenerativas futuras e de proporcionar ao paciente o retorno às atividades laborais e esportivas. A indicação do tratamento depende da idade, dos sintomas, das atividades esportivas e laborais, e do grau das alterações degenerativas do quadril.
O tratamento em alguns casos é conservador, com uso de medicação, trabalho muscular do abdome, lombar e quadril, e fortalecimento do CORE. Na maioria dos pacientes com IFA sintomáticos, com lesão do labrum e da cartilagem, o tratamento é cirúrgico. A cirurgia pode ser realizada por via aberta, ou por artroscopia do quadril.

VOCÊ SABE O QUE É O LABRUM ACETABULAR?

labrumO labrum acetabular é uma fibrocartilagem que contorna o rebordo do acetábulo. As principais funções do labrum são a vedação da articulação, aumento da estabilidade do quadril, lubrificação e absorção de impacto.

A principal causa da lesão do labrum é o impacto femoroacetabular ( IFA ). Trauma, displasia do quadril, instabilidade ou frouxidão capsular também podem causar lesões do labrum acetabular. O sintoma mais comum é a dor na região anterolateral do quadril, geralmente profunda, mas pode ocorrer na região lateral ou posterior do quadril. Alguns pacientes com lesão do labrum apresentam estalos ou clicks no quadril, e as vezes sensação de deslocamento. A lesão do labrum é um fator de risco para degeneração do quadril.

O tratamento da lesão do labrum incialmente é conservador, com medicação e trabalho muscular do abdome, lombar, quadril, e fortalecimento do CORE, principalmente nas lesões isoladas. Nas lesões do labrum secundárias ao IFA, o tratamento geralmente é cirúrgico, para reparar o labrum lesado e corrigir o fator predisponente para a lesão, que é o impacto femoroacetabular. O tratamento das lesões do labrum pode ser realizado por cirurgia aberta, mas preferencialmente por artroscopia do quadril.

O QUE É ARTROSE DO QUADRIL?

Artrose-de-quadril

 

A artrose de quadril (coxartrose) é uma doença articular crônica, inflamatória e degenerativa, que se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e do osso subcondral (abaixo da cartilagem).

A cartilagem é um tecido branco, composto de água, colágeno, células cartilaginosas e matriz extracelular (ácido hialurônico e proteoglicanos). O líquido sinovial serve para lubrificar a articulação, e realizar movimentos fluidos sem causar dor, diminuindo também o atrito na cartilagem. Quando ocorre o desgaste dessa cartilagem, se inicia o processo degenerativo. O desgaste obedece algumas fases. No início, a cartilagem se torna menos espessa, mas ainda está presente. Nas fases finais, a cartilagem desaparece completamente e os ossos acabam entrando em contato direto (artrose). Este atrito entre o osso subcondral favorece a inflamação da articulação,  causando um processo doloroso e com limitação do movimento.

A população mais afetada pela artrose de quadril são pessoas com mais de 60 anos (coxartrose primária), portadores de sequelas de doenças da infância / adolescência (displasia, Perthes, impacto femoroacetabular), e adultos jovens (osteonecrose e trauma). A artrose do quadril atinge 5% da população mundial, enquanto a artrose do joelho pode ser diagnosticada em 20% .

Sintomas:

Os principais sintomas de artrose do quadril são a dor e a perda de movimento. A dor característica da artrose no quadril é na virilha e profunda, mas pode ser posterior ou se irradiar pela coxa até o joelho. Geralmente associada ao movimento. Se o caso é mais grave, o desconforto é permanente, esteja o paciente em pé, deitado ou se movimentando. A restrição de movimento é progressiva, dificultando a realização de atividades diárias, como calcar as meias e o sapato. Alguns pacientes podem ter dor lombar pela sobrecarga da coluna devido a artrose do quadril.

 

TRATAMENTO CONSERVADOR DA ARTROSE DO JOELHO

 

artose-joelho

A artrose do joelho (osteoartrose – osteoartrite) é uma doença degenerativa e inflamatória muito frequente em pacientes idosos, mas também pode ocorrer nos mais jovens. Esta patologia causa dor e limitação funcional do joelho, com consequente diminuição da qualidade de vida.

O tratamento da artrose do joelho busca diminuir a dor, melhorar a mobilidade e função do joelho. Nos quadros iniciais e moderados de artrose são indicadas terapias não medicamentosas como: educação do paciente, fisioterapia, hidroterapia, perda de peso, exercícios assistidos por um profissional, e também medicações para alívio dos sintomas e melhora da função. Estas medicações podem ser de uso de uso oral ou injetável.
O trabalho muscular deve buscar a melhora da biomecânica dos membros inferiores, com trabalho de alongamento e fortalecimento muscular, pincipalmente da musculatura da coxa e quadril.
Os medicamentos orais incluem os analgésicos , os anti-inflamatórios não hormonais e os condroprotetores (Glicosamina, Condroitina , derivados do Colágeno) de uso diário e contínuo.
As medicações injetáveis podem ser intramusculares como anti-inflamatórios não hormonais e os hormonais (corticoesteróides), ou podem ser intra-articulares como a viscossuplementação com o ácido hialurônico.
Nos casos mais graves de artrose do joelho, e naqueles que não respondem ao tratamento conservador, a artroplastia do joelho pode ser o tratamento indicado.

SAIBA QUAIS AS CAUSAS DA PUBALGIA

 Pubalgia - dor
Hoje vamos falar sobre PUBALGIA . O termo pubalgia significa dor na região do púbis. A patologia pubalgia foi inicialmente descrita nos anos 80 em atletas de esgrima e futebol que apresentavam dor na região do púbis e da virilha relacionada à atividade física. Este sintoma era classicamente atribuído à disfunção muscular entre o músculo reto abdominal e músculos adutores, principalmente com sobrecarga de exercícios.
 
A região púbica é formada pelo ossos púbis e ísquio, pela sínfese púbica, e pelos tendões da musculatura abdômen e adutores. A dor típica da pubalgia é mais comuns no sexo masculino, é localizada na região da virilha, no púbis, na bolsa escrotal ou na região abdominal inferior. Geralmente a dor piora com atividades físicas aeróbicas (futebol, corrida, tênis) e anaeróbicas (musculação), onde a musculatura dos membros inferiores, abdômen e lombar são exigidas.
 
A principal causa de pubalgia, ou a chamada pubalgia “clássica” é um desequilíbrio funcional crônico entre o músculos adutores e abdutores, abdominais e lombares, que atuam como agonistas e antagonistas na estabilização do quadril, pelve, abdômen e lombar. Tendinopatia proximal dos músculos adutores e da inserção distal do músculo reto abdominal são frequentemente observadas nos exames de imagem, juntamente com edema ósseo na região púbica.

É importante saber que existem outras patologias que causam dor nesta região. Artrose do quadril e impacto femoroacetabular são exemplos de alterações articulares que podem produzir dor na região da virilha. Tendinite e bursite do músculo também podem apresentar sintomas semelhantes. Hérnia inguinal, abdominal e a hérnia do atleta (defeito na parede abdominal profunda), alterações ginecológicas na mulher e urológicas no homem são causas não ortopédicas de pubalgia e devem ser investigadas.

Para um diagnóstico preciso, é muito importante uma avaliação clínica completa,  analisando as características dos sintomas, tempo de evolução, fatores de melhora e piora e tratamos realizados. Um exame físico minucioso é fundamental para diferenciar as causas de pubalgia. O teste de Grava modificado (adução dos quadris contra-resistência + flexão do tronco) é um teste muito útil para caracterizar a pubalgia “clássica”.

 

Você sabe o que é Impacto fêmoroacetabular (IFA)?

Impacto fêmoroacetabular (IFA)?

O IFA é uma condição em que os ossos da pelve (acetábulo) e do fêmur (colo femoral) adquirem uma alteração de formato e angulação, podendo até resultar em uma deformidade.

Essa alteração provoca um encaixe imperfeito dos ossos, podendo causar danos à articulação. Existem dois tipos mais comuns de impacto femoroacetabular: CAM, onde há um deformidade na junção entre o colo e a cabeça femoral e PINCER, em que há aumento do rebordo acetabular. Muitos pacientes podem também apresentar  tipo misto, que é a combinação de ambos os tipos de impacto. O impacto femoroacetabular acomete principalmente pacientes jovens, atletas, corredores e praticantes de esportes que envolvem flexão e rotação dos quadris. É o caso do futebol, tênis, vôlei e das artes marciais, por exemplo. Mas não consiste em um problema exclusivamente de atletas.

O IFA geralmente acontece devido a uma alteração na placa de crescimento do quadril em desenvolvimento associada à alterações biomecânicas nos membros inferiores. Deformidades da infância, hipermobilidade do quadril e sequela de traumas também são possíveis causas.

Entre os sintomas mais frequentes do impacto femoroacetabular estão a dor e os travamentos no quadril. Os pacientes apresentam dor inguinal (virilha), sendo associada à dor muscular e/ou tendínea. A dor também pode ser lateral ou posterior no quadril. O IFA, em muitos casos, está associado a episódios de travamento ou estalidos da articulação, principalmente quando há uma lesão do labrum acetabular. Uma dor aguda e intensa pode ocorrer quando a pessoa faz o movimento de girar o quadril, agachar ou ficar sentado, mas na maioria das vezes, a dor é apenas relacionada a um leve desconforto.

Saiba mais: Impacto femoroacetabular

FRATURA DO QUADRIL NO IDOSO

quadril do idoso fratura

Você sabia que o número de fraturas nos quadris, causadas pela osteoporose, deve aumentar 32% até 2050?
Os dados foram divulgados pelo órgão denominado International Osteoporosis Foundation (Fundação Internacional de Osteoporose), que analisou 14 países de toda a América Latina.
O que já se estima é que atualmente ocorram mais de 121 mil fraturas do quadril todos os anos no Brasil.

O cirurgião especialista em quadril, Thiago Fuchs, do Instituto Fuchs explica que os traumas de alta energia, como os acidentes de carro/moto, são as principais causas das fraturas do quadril nos pacientes jovens. Nos idosos, as quedas de mesmo nível são a principal causa.

“Por isso, é muito importante a PREVENÇÃO DE QUEDAS no idoso, além do tratamento clínico com atividade físicas, alimentação adequada e controle da osteoporose.”
Quando a fratura do quadril acontece, geralmente o tratamento é cirúrgico, para fixação da fratura. Em alguns casos é necessária a realização da artroplastia (prótese) do quadril. O tratamento cirúrgico dever ser realizado o mais precoce possível, para evitar complicações cardiopulmonares nos idosos e permitir que o paciente ande o mais cedo possível.

Endereço

Av. Sete de Setembro nº 6.496 Seminário - Curitiba/ Paraná
(41) 3026-6959
contatos@institutofuchs.com.br

Siga-nos em nossas Redes

Horários de Atendimento

De Segunda à Quinta-feira dás 9:00h - 19:00h
Sexta dás 8:00h ás 17:00h