artrose

Instituto Fuchs é referência no tratamento de artrose do quadril em Curitiba

Impactos da obesidade no joelho e quadril

Hoje, dia 11 de outubro, é Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. Você sabia que o aumento de peso é um fator de risco para o desenvolvimento de uma artrose no joelho e quadril?

Além da sobrecarga na articulação, uma dieta desequilibrada com o consumo excessivo de carboidratos também pode estar relacionada com alterações metabólicas e inflamatórias na cartilagem articular.

Previna-se! Pratique atividades físicas com regularidade e supervisão de especialistas e busque uma alimentação saudável.

Se você sente dores ou dificuldade de movimentar o joelho ou o quadril, procure ortopedistas especialistas nessas articulações.

O Instituto Fuchs é referência no tratamento de artroses de joelho e quadril. Estamos na Ortopedia Sete (Av. Sete de Setembro, 6496 – Curitiba – Telefone: 41 3026-6959) e na Artro Clínica de Ortopedia (Av. Vicente Machado, 2439 – Curitiba – Telefone: 3340-5500). Entre em contato e marque uma consulta!

Vale a pena fazer prótese em pessoa acima de 80 anos?

Caminhada pode reduzir sintomas de artrose no quadril

Sentir dores nas regiões do joelho ou quadril durante a prática das atividades diárias, dificuldade para movimentar a articulação e crepitação articular durante o movimento, atrapalha a rotina de qualquer pessoa.

Mas esses sintomas podem indicar que você está sofrendo com a assombrosa artrose.

A artrose é uma doença articular crônica, inflamatória e degenerativa, caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular e do osso subcondral, localizado abaixo da cartilagem. Geralmente, sua causa é desconhecida, porém as atividades repetidas de impacto nessas articulações, o excesso de peso corporal, as sequelas de fraturas intra-articulares e o desenvolvimento da osteoatrose (AO) podem desencadear essa lesão.

Os locais que mais podem apresentar a artrose são as articulações que suportam peso, como coluna vertebral, quadril e joelhos.

Segundo pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, a caminhada progressiva, aliada ao tratamento com sulfato de glucosamina, pode fazer com que as pessoas que sofrem com os sintomas de artrose apresentem uma melhora nessas manifestações.

Em artigo publicado, esses especialistas destacaram que pacientes que caminham pelo menos duas series de 1.500 passos em três dias da semana, relatam sentir dores bem menores da inflamação e consequentemente uma melhora na função física.

Em apenas seis semanas, os 36 participantes da pesquisa, com idade entre 42 à 73 anos, contaram com um guia de caminhada. Além disso, o programa previu que eles durante três dias por semana andassem duas séries de 1.500 passos, contados através de um pedômetro, aparelho que registra o total de passos e a distância percorrida. As informações sobre o estado de saúde foram anotadas em planilhas.

O resultado da pesquisa confirma que as pessoas que caminharam cerca de três ou cinco dias por semana tiveram uma melhora sensível e significativa nos sintomas dessa doença inflamatória.

COMO IDENTIFICAR E TRATAR A ARTROSE DO JOELHO

A artrose no joelho é uma alteração degenerativa e inflamatória da articulação que provoca sinais como:
1. Dor no joelho após esforços e alívio parcial com o repouso. Em uma fase mais avançada, as dores mesmo na cama em repouso podem atrapalhar o sono;
2. Perda do alinhamento da perna progressivo: o joelho “entorta”;
3. Rigidez ao se levantar da cama de manhã ou após longos períodos de repouso. Geralmente, passa após 30 minutos ou quando começam as atividades normais do dia-a-dia;
4. Presença de estalos ao movimento ou “crepitações”;
5. Inchaço e calor: geralmente na fase inflamatória;
6. Sensação de aumento de tamanho do joelho: devido ao crescimento dos ossos (osteófitos) ao redor do joelho;
7. Movimentos mais limitados: especialmente para dobrar e esticar o joelho totalmente;
8. Dificuldade em apoiar o membro inferior afetado;
9. Músculos da coxa mais fracos e mais atrofiados.

Em alguns pacientes é muito comum o acometimento de ambos os joelhos, porém os sintomas podem ser diferentes de um para o outro, e isso geralmente está relacionado ao grau de comprometimento de cada articulação.

Com o passar do tempo e evolução da artrose, as deformidades da articulação e dores vão aumentando, piorando a cada dia a qualidade de vida do paciente.

O tratamento da artrose do joelho pode ser clínico (conservador) ou cirúrgico dependendo do grau de acometimento, idade e atividade do paciente.

No tratamento clínico indicamos fisioterapia, hidroterapia, exercícios de baixo impacto, medicações analgésicas / antiinflamatórias / condroprotetoras e às vezes infiltrações com ácido hialurônico (viscossuplementação).

No tratamento cirúrgico pode ser indicada uma osteotomia (correção do eixo do joelho), artroplastia (prótese) total ou parcial do joelho.

Nós, do Instituto Fuchs – cirurgia do joelho e quadril, estamos prontos para atendê-los.
Ligue e marque uma consulta: (41)3026-6959 ou acesse www.institutofuchs.com.br e saiba mais sobre tratamentos para artrose do joelho.

 

O QUE É ARTROSE?

A artrose no joelho é uma alteração degenerativa e inflamatória da articulação que provoca sinais como:
1. Dor no joelho após esforços e alívio parcial com o repouso. Em uma fase mais avançada, as dores mesmo na cama em repouso podem atrapalhar o sono;
2. Perda do alinhamento da perna progressivo: o joelho “entorta”;
3. Rigidez ao se levantar da cama de manhã ou após longos períodos de repouso. Geralmente, passa após 30 minutos ou quando começam as atividades normais do dia-a-dia;
4. Presença de estalos ao movimento ou “crepitações”;
5. Inchaço e calor: geralmente na fase inflamatória;
6. Sensação de aumento de tamanho do joelho: devido ao crescimento dos ossos (osteófitos) ao redor do joelho;
7. Movimentos mais limitados: especialmente para dobrar e esticar o joelho totalmente;
8. Dificuldade em apoiar o membro inferior afetado;
9. Músculos da coxa mais fracos e mais atrofiados.

Em alguns pacientes é muito comum o acometimento de ambos os joelhos, porém os sintomas podem ser diferentes de um para o outro, e isso geralmente está relacionado ao grau de comprometimento de cada articulação.

Com o passar do tempo e evolução da artrose, as deformidades da articulação e dores vão aumentando, piorando a cada dia a qualidade de vida do paciente.

O tratamento da artrose do joelho pode ser clínico (conservador) ou cirúrgico dependendo do grau de acometimento, idade e atividade do paciente.

No tratamento clínico indicamos fisioterapia, hidroterapia, exercícios de baixo impacto, medicações analgésicas / antiinflamatórias / condroprotetoras e às vezes infiltrações com ácido hialurônico (viscossuplementação).

No tratamento cirúrgico pode ser indicada uma osteotomia (correção do eixo do joelho), artroplastia (prótese) total ou parcial do joelho.

Nós, do Instituto Fuchs – cirurgia do joelho e quadril, estamos prontos para atendê-los.
Ligue e marque uma consulta: (41)3026-6959

Fortalecimento da muscular é uma das maneiras de evitar a artrose do joelho

Jogging injury.

O fortalecimento muscular é uma das maneiras de evitar artrose ou osteoartrite – doença inflamatória e degenerativa que ataca as articulações, e promove o desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, causando dor, restrição de movimento, e podendo levar a deformidades.

As articulações mais acometidas pela artrose são as que suportam peso, como coluna vertebral, o quadril e o joelho.

“Estudos sobre a artrose no esporte indicam que a obesidadesedentarismo e fraqueza muscular aumentam as chances de uma pessoa desenvolver a artrose”, conta o ortopedista e especialista em cirurgia do joelho e idealizador do Instituto Fuchs, Rogério Fuchs.

Na artrose, a membrana sinovial passa a aumentar a produção do líquido sinovial com menor capacidade lubrificante, que agrava ainda mais o desgaste.  Quando os ossos estão sem a proteção da cartilagem, o atrito entre eles gera dor, inchaço e limitação funcional. Ela pode se manifestar em qualquer articulação, mas é mais comum nas mãos, coluna, joelho e quadril. A doença irá piorar de forma progressiva, é irreversível, e não tem cura clínica até os dias atuais.

Rogério Fuchs, faz um alerta de como as pessoas podem se proteger da artrose: “Há componentes genéticos na causa do problema, por isso, quem tem histórico familiar deve ficar atento. A artrose pode se manifestar precocemente e é classificada como um processo degenerativo e inflamatório”, completa o especialista em cirurgia do joelho, Rogério Fuchs.

Segundo ele, os tratamentos clínicos podem retardar a progressão da doença – alguns medicamentos têm essa proposta, apesar de haver controvérsias quanto ao resultado. A maioria dos pacientes sentem alívio da dor e melhorara da função articular por um determinado período. Estes medicamentos são chamados de “condroprotetores”. Existem duas formas usá-los, via oral (glicosamina-condroitina e colágeno) ou intra-articular por infiltração (ácido hialurônico e corticóide). Os resultados são melhores quando se acrescentam os exercícios físicos bem orientados.

“A reabilitação para aumentar a força muscular e a flexibilidade também ajudam a reduzir a dor e a rigidez. Já os exercícios aeróbicos melhoram a saúde do coração e permitem que os músculos trabalhem de forma mais eficiente. Além de exercícios individualizados, as pessoas podem praticar atividades como natação, ciclismo e Pilates”, diz o cirurgião especialista em joelho, Rogério Fuchs.

Sintomas – A dor no joelho geralmente é o primeiro sintoma da artrose. Essa dor é de caráter progressivo. Acentua-se com a atividade física (degraus, subida e descida de escadas, esportes de contato e movimentos repetitivos) e é diretamente proporcional ao excesso de peso.  Com o passar do tempo, o joelho passa a apresentar deformidade, ou seja, desvio do seu eixo normal.

“No início dos sintomas, o repouso é uma forma de alívio da dor. Muitas pessoas com artrose tornam-se menos ativas por causa da dor e do medo de causar mais danos. Isso pode, infelizmente, levar a músculos cada vez mais fracos, o que agrava ainda mais os sintomas da doença”, explica Rogério Fuchs.

Tratamento – Um dos tratamentos possíveis e indicados para a artrose no joelho quando o tratamento clínico não é mais eficaz, é a artroplastia (prótese) do joelho – cirurgia que substitui a superfície articular por uma prótese metálica e de polietileno. Esta cirurgia é geralmente indicada em pacientes acima de 60 anos, nos casos mais avançados de artrose do joelho, com dor e limitação nas atividades   da vida diária.
“A taxa de resultados satisfatórios para o paciente é de aproximadamente 90% a 95% dos casos, com grande alívio dos sintomas, melhorando a qualidade de vida. A durabilidade média de uma artroplastia total do joelho é de 15 a 20 anos”, finaliza Rogério Fuchs.

 

Artrose – Caso Clínico

Identificação

Paciente do sexo masculino de 50 anos de idade.

Queixa e duração

Paciente queixa de dores nos joelhos havia três anos, com piora nos últimos meses. Também tem restrições para prática de esportes e exercícios.

Antecedentes pessoais

  • Pacientes relatava ser portador de hiperuricemia controlada com o uso de medicamento.
  • Tabagista regular ( +- 20 cigarros/dia).
  • Relatava ter feito tratamento com antiinflamatórios (AINH) e fisioterapia por seis meses, com pouca melhora do quadro doloroso.

Exame físico

  • Paciente em posição ortostática, apresentava joelhos valgos que exacerbava com o apoio monopodal de cada membro.
  • Exame dos quadris / tornozelos e pés, não apresentavam alterações.
  • JOELHO DIR – ESQ: valgismo / atrofia de coxa / derrame articular discreto (+ / +++) / mobilidade: 0 – 140 graus / crepitações difusas na flexo-extensão (FE), dor à palpação da interlinha articular lateral.

Radiografia dos joelhos com apoio monopodal mostrava Artrose fêmoro-tibial lateral moderada – grau II de Alback (Figura 1 – A-B).

Fig. 1 – A-B: Radiografia joelho – AP com apoio monopodal – joelho DIR – ESQ. – Fonte: Hospital Novo Mundo (HNM) – Curitiba/PR

Fig. 1 – A-B: Radiografia joelho – AP com apoio monopodal – joelho DIR – ESQ. – Fonte: Hospital Novo Mundo (HNM) – Curitiba/PR

Fig.1-B

Fig.1-B

Comentário

Sempre que observamos um paciente com suspeita de artrose, devemos realizar as radiografias com apoio monopodal, pois esta é a condição mais próxima da realidade durante as atividades da vida diária (AVD), mostrando melhor as possíveis alterações dos espaços articulares.

As radiografias também são realizadas nas incidências de perfil e axial de patela, que neste caso não mostravam alterações.

Conduta

Como o paciente já tinha sido submetido a tratamento conservador sem sucesso, fizemos a indicação de cirurgia para os dois joelhos.

Comentário

Nos pacientes com artrose de joelho, sempre iniciamos com tratamento conservador como o uso de AINH, reabilitação e condroprotetores. Quando não há resultado satisfatório com o tratamento conservador e quando existem alterações do eixo do joelho (varo / valgo), na maioria das vezes fazemos a indicação de cirurgia, que pode variar, desde osteotomia, artroplastia unicompartimental ou total.

Tratamento cirúrgico

Foi realizada osteotomia femoral varizante de abertura do joelho direito e esquerdo em dois tempos (intervalo de seis meses entre um e outro joelho). A fixação de cada osteotomia foi feita com placa tipo “Puddu”1 (Figura 2)  para fêmur e preenchimento do espaço da cunha com enxerto ósseo de ilíaco ipsilateral (Figuras 3 – A-B, 4 – A-B).

Fig. 2: Desenho de Osteotomia femoral de abertura tipo “PUDDU” – Fonte: www.arthrex.com

Fig. 2: Desenho de Osteotomia femoral de abertura tipo “PUDDU” – Fonte: www.arthrex.com 

Fig.3 – A-B: Radiografia joelho DIR. - AP/perfil – pós-operatório imediato – osteotomial femoral varizante – Fonte: HNM

Fig.3 – A-B: Radiografia joelho DIR. – AP/perfil – pós-operatório imediato – osteotomial femoral varizante – Fonte: HNM

Fig.3-B – Joelho DIR – perfil

Fig.3-B – Joelho DIR – perfil

Fig. 4 – A-B: Radiografia joelho ESQ - AP/perfil – pós-operatório imediato – osteotomial femoral varizante – Fonte: HNM

Fig. 4 – A-B: Radiografia joelho ESQ – AP/perfil – pós-operatório imediato – osteotomial femoral varizante – Fonte: HNM

Fig-4-B – Joelho ESQ - perfil

Fig-4-B – Joelho ESQ – perfil

Realizamos também, no mesmo ato da osteotomia, vídeo-artroscopia do joelho para tratamento das lesões meniscais degenerativas e limpeza articular dos corpos livres cartilaginosos.

Detalhes da cirurgia

  • anestesia peridural + sedação;
  • acesso lateral de +- 10 cm extensão;
  • dissecção das partes moles até a cortical lateral distal e região supracondileana do fêmur;
  • passagem do 1* fio de Kirchner pela interlinha articular do joelho para orientação do corte da osteotomia;
  • passagem do 2* fio de Kirchner pela região supracondileana do fêmur, no sentido de lateral para medial (com discreta inclinação inferior na direção da articulação medial) – local da osteotomia;
  • colocação de afastador na região posterior do fêmur para proteção das estruturas vasculares e nervosas;
  • realização da osteotomia (seguindo a orientação do 2* fio) do fêmur com serra óssea oscilante e complementação com osteótomo. Faz-se a osteotomia da cortical lateral, anterior e posterior. Cuidar para não cortar a cortical medial (ponto de estabilidade da osteotomia);
  • utilizar o instrumental próprio (“diapasão” / osteótomos) para abertura da cunha desejada. Nos dois joelhos foi realizada a abertura da cunha de 10 mm;
  • colocação da placa tipo “Puddu” com calço de 10mm. Fixação da placa com parafusos de esponjosa na região supracondileana e parafusos corticais na região diafisária. O parafuso central para fixação supracondileana, nós orientamos para cima em direção à cortical femoral medial. Com isto, obtemos maior estabilidade no foco de osteotomia;
  • preenchemos o espaço aberto pela osteotomia com enxerto ósseo de ilíaco (tricortical tipo cunha e osso esponjoso);
  • controle radiográfico (frente / perfil);
  • fechamento da ferida por planos / enfaixamento com atadura de crepe.

Comentários

Nestes dois joelhos, utilizamos a fixação da osteotomia com placa tipo “Puddu”, porém outros materiais de síntese podem ser utilizados, tais como: placa “cobra”, placa angulada, placa-parafuso tipo DCS, etc. Todos estes materiais levam à boa fixação e estabilização da osteotomia.

Nos pacientes com artrose unicompartimental em valgo, indicamos a osteotomia ao nível do fêmur e nos pacientes com artrose em varo, realizamos a osteotomia ao nível da tíbia2 .

Nas osteotomias varizantes do fêmur, devemos cuidar para não levar à hipercorreção, ou seja, levamos o eixo do joelho no máximo a 0* (180*), para evitar sobrecarga no compartimento medial3 .

No pós-operatório não imobilizamos o joelho, procurando iniciar a reabilitação tão logo possível (+- 7 dias). O paciente deambula com auxílio de duas muletas, sem apoio do membro operado por pelo menos 60 dias, quando realizamos novo controle radiográfico. Normalmente a partir deste tempo já é possível iniciar apoio parcial progressivo até retirada total das muletas, quando observamos sinais de consolidação nos controles radiográficos (Figuras 5 – A-B).

Fig. 5 – A - Radiografia joelho DIR-ESQ – AP – 3 meses pós-operatório – osteotomia femoral varizante (consolidada) – Fonte: HNM

Fig. 5 – A – Radiografia joelho DIR-ESQ – AP – 3 meses pós-operatório – osteotomia femoral varizante (consolidada) – Fonte: HNM

Fig.5 – B – Radiografia joelho DIR-ESQ – perfil – 3 meses pós-operatório

Fig.5 – B – Radiografia joelho DIR-ESQ – perfil – 3 meses pós-operatório

Perguntas

  1. A artrose é uma doença que acomete as articulações, de origem:

a) inflamatória

b) endócrina

c) degenerativa

d) medicamentosa

Resposta: c) degenerativa. A artrose é uma doença que acomete a cartilagem articular, de forma degenerativa, podendo ser primária ou secundária a outros transtornos ou seqüelas de trauma.

  1. Na indicação de tratamento cirúrgico na artrose joelho, quais fatores devem ser levados em consideração ?

a) tabagismo e alcoolismo

b) idade, nível de atividade do paciente, grau de artrose

c) sexo, raça

d) doenças tipo hipertensão e gota

Resposta: b) idade, nível de atividade do paciente, grau de artrose. Estes são os fatores mais importantes na indicação de cirurgia, sendo a osteotomia indicada nos pacientes mais jovens (abaixo de 60 anos), ativos e nos menores graus de artrose (I-II)4. As artroplastias são melhores indicadas nos pacientes mais idosos (acima de 60 anos), pouco ativos e maiores graus de artrose (III-IV). Os outros fatores citados acima, são secundários na indicação do tratamento cirúrgico.

  1. Na artrose em joelho valgo, normalmente a osteotomia é realizada no fêmur, porquê ?

a) é mais fácil de realizar

b) consolida mais fácil

c) a deformidade em valgo normalmente ocorre na tíbia

d) a deformidade em valgo normalmente ocorre no fêmur

Resposta: d) a deformidade em valgo normalmente ocorre às custas do fêmur. Se a deformidade é no fêmur, então devemos corrigir no fêmur, como regra. Outro detalhe está relacionado ao grau de valgismo, ou seja, nas angulações acima de 10* de valgo, se realizarmos a osteotomia na tíbia, levaremos a um grau de inclinação da interlinha articular excessiva em valgo, com  sobrecarga medial, leavando a resultados pouco satisfatórios a curto e médio prazo.

  1. Quando realizamos uma osteotomia para tratamento da artrose do joelho, podemos afirmar ?

a) devemos levar à hipercorreção do eixo, tanto na osteotomia valgizante da tíbia como na osteotomia varizante do fêmur

b) devemos levar à hipercorreção do eixo do fêmur na artrose em valgo

c) no joelho varo, devemos fazer uma discreta hipercorreção e no joelho valgo, não devemos fazer uma hipercorreção

d) devemos fazer hipocorreção tanto no joelho varo como no joelho valgo.

R: c) joelho varo = realizar hipercorreção e joelho valgo = hipocorreção. A literatura mostra que os melhores resultados das osteotomias em joelho varo são observados quando realizamos algum grau de hipercorreção. Em contrapartida, os melhores resultados das osteotomias em joelho valgo, são observados quando nossa correção não ultrapassa o eixo de 0* (180*) do joelho5.

  1. Qual a complicação mais comum nas osteotomias femorais varizantes ?

a) retardo de consolidação e pseudoartrose

b) infecção

c) rigidez articular

d) algodistrofia

R: a) retardo de consolidação e pseudoartrose6. A osteotomia é realizada na região supracondileana (transição de osso esponjoso com cortical). Este local apresenta um menor potencial de consolidação que a região de osso esponjoso somente. Porém, nos últimos anos, com a utilização de melhores técnicas cirúrgicas, melhores implantes para fixação e o uso de enxerto ósseo de rotina, estas complicações são mais raras, mas ainda mais freqüentes que nas osteotomias tibiais de valgização, que são realizadas comumente em osso esponjoso somente.

Revisão

A artrose do joelho está aumentando consideravelmente nos últimos anos, decorrrente do aumento da prática esportiva, bem como de aumento de nossa longevidade. Como estamos praticando cada vez mais esportes e estamos vivendo mais, nossos joelhos estão também degenerando com mais freqüência. Existem previsões de aumento em torno de 300%  no número de artroplastias de joelho nos próximos 20 anos.

O tratamento da artrose do joelho é conservador nos casos iniciais de desgaste articular, com o uso de AINH, reabilitação articular, medicações condroprotetoras e também determinados tipos de infiltrações intraarticulares.

Quando observamos desvio de eixo do joelho, as medidas conservadoras geralmente não mostram bons resultados, nos levando a indicar algum tipo de cirurgia. Nos pacientes mais jovens (abaixo de 40 anos), em casos especiais podemos indicar a vídeo-artroscopia para lavagem articular e tratamento das lesões meniscais. Nos pacientes entre 40-60 anos com graus de artrose leve e moderado, a osteotomia ainda é uma boa e razoável indicação, deixado as artroplastias para os casos mais graves de artrose, pacientes pouco ativos e com mais idade (acima de 60 anos).

Na realização das osteotomias, devemos levar em conta o tipo de desvio (varo ou valgo) para a realização correta da osteotomia (varo – tíbia / valgo – fêmur). Utilizar implantes adequados para fixação e sempre que posssível usar enxerto ósseo para facilitar a consolidação da osteotomia.

Com a realização de uma osteotomia e correção adequada, podemos esperar resultados satisfatórios até 8-10 anos de pós-operatório. Estes dados são confirmados pela literatura atual.

Referências bibliográficas

  1. Puddu G. Valgus knee femoral osteotomies. Instructional Course Lecture # 107. 1997. Isakos, Washington;
  2. Greensamer RP. Unicompartimental osteoarthrosis of the knee – Current concepts review. J Bone Joint Surg 1995 Am 77; N.2: 278-292;
  3. Greensamer RP. Distal femoral varus osteotomy for osteoarthritis of the knee. J Bone Joint Surg 2005 Am 87; N.1: 127-133;
  4. Hart JA, Sekel R. Osteotomy of the knee: is there a seat at the table ?. J Arthroplasty 2002; N.17-suppl.1: 45-49;
  5. Backstein D, Morag G, Hanna S, et al. Long-term follow-up of distal femoral osteotomy of the knee. J Arthroplasty 2007; N.22 –suppl.1: 2-6;
  6. Stahelin T, Hardegger F, Ward J-C. Supracondylar osteotomy of the femur with use of compression. J Bone Joint Surg 2000 Am 82;  N.5: 712-722.

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