LESÕES NO QUADRIL

LESÕES NO QUADRIL

O quadril é a articulação que une o tronco e a pelve aos membros inferiores, permitindo o movimento das pernas, além de sustentar o peso da parte superior do corpo.

A parte óssea da articulação do quadril é formada pelo acetábulo na bacia, e pela parte proximal do fêmur: cabeça e colo do fêmur.

Além da parte óssea, os músculos, tendões, o labrum, a cartilagem articular, os ligamentos, nervos e vasos formam toda arquitetura do quadril.

As lesões mais comuns no quadril são a artrose do quadril, a tendinopatia ou bursite do quadril, o impacto femoroacetabular e a lesão do labrum. O tratamento adequado deve ser orientado por um médico especialista em quadril, sempre baseado na história clínica e exame físico, complementado pelos exames de imagem e características específicas de cada paciente.

Artroscopia do quadril e a Prótese total do quadril são opções de tratamento para melhorar a qualidade de vida e a prática esportiva dos pacientes que têm problemas no quadril. Além do tratamento cirúrgico, existem diversas opções de tratamento para preservação da articulação do quadril, como melhora da biomecânica e musculatura, infiltrações para lesões tendinosas e musculares, além das terapias para cartilagem.

Quadril esportivo

O termo quadril esportivo envolve as alterações que causam problemas no quadril sem artrose. Geralmente são patologias relacionadas aos esportes, traumas, lesões por sobrecarga, alterações anatômicas ósseas da infância e adolescência, que muitas vezes são fatores de risco para o desenvolvimento do desgaste do quadril, além de prejudicar a qualidade de vida esportiva, social e no trabalho dos paciente jovens.

O tratamento precoce e adequado dessas lesões faz parte da Medicina Preservadora do quadril, que busca restabelecer uma condição biomecânica e biológica adequada. Além de melhorar a qualidade de vida dos paciente jovens, os tratamento preservadores do quadril tem como objetivo evitar ou retardar o desenvolvimento da artrose do quadril.

Impacto femoroacetabular
Lesão do labrum
Tendinopatia peritrocantérica - Bursite do quadril
Pubalgia
Dor glútea profunda
Fratura por estresse / insuficiência óssea.
Ácido hialurônico - Viscossuplementação no quadril
Impacto femoroacetabular

A síndrome do Impacto Femoroacetabular – IFA é um problema mecânico da articulação do quadril, quando ocorre um contato anormal entre o rebordo do acetábulo e colo do fêmur. As duas principais causas desta patologia são a proeminência óssea na transição colo-cabeça femoral (CAM) e o aumento na cobertura óssea acetabular (PINCER). Alguns pacientes com hipermobilidade ou praticantes de atividades com grande amplitude de movimento também podem ter IFA.

Geralmente os pacientes são jovens (15 a 40 anos), apresentam dor relacionada ao movimento, como flexão e rotação do quadril, e às atividades físicas. A dor mais comum é na virilha e anterolateral no quadril, mas a dor pode ser lateral ou posterior (glútea) no quadril.
Alguns pacientes apresentam restrição de mobilidade, e também podem ter sintomas de pubalgia e dor lombar crônica.

O diagnóstico é feito pela história clínica e exame físico detalhado, associados aos exames de
radiografias e ressonância magnética do quadril. Em alguns casos é necessária uma tomografia para avaliação dos ângulos do quadril, ou um teste com anestésico para auxiliar no diagnóstico mais preciso da origem da dor.

Vídeo demonstrativo do Impacto Femoroacetabular tipo CAM.

O IFA é a principal causa de lesão do labrum acetabular, que juntamente com a lesão da cartilagem do quadril, contribuem para alterações degenerativas em longo prazo. O tratamento do IFA busca melhora dos sintomas, correção da biomecânica da articulação e tratamento das lesões associadas, na tentativa de evitar alterações degenerativas futuras e de proporcionar ao paciente o retorno às atividades laborais e esportivas. A indicação do tratamento depende da idade, dos sintomas, das atividades esportivas e laborais, e do grau das alterações degenerativas do quadril.

O tratamento em alguns casos é conservador, com uso de medicação, trabalho muscular do abdome, lombar e quadril, e fortalecimento do CORE, além de mudanças nos hábitos de vida e esportivos.

O tratamento cirúrgico busca corrigir a mecânica óssea e tratar as lesões secundárias, como o labrum e a cartilagem. Na maioria dos pacientes jovens com IFA sintomáticos, com lesão do labrum e da cartilagem, o tratamento é cirúrgico. A cirurgia geralmente pode ser realizada por artroscopia do quadril.

Deformidade tipo CAM.

Lesão da cartilagem e labrum do IFA tipo CAM.

Deformidade tipo PINCER.

Lesão de labrum e cartilagem do IFA tipo PINCER.

Lesão do labrum

O labrum acetabular é uma fibrocartilagem que contorna o rebordo do acetábulo. As principais funções do labrum são a vedação da articulação, aumento da estabilidade do quadril, lubrificação e absorção de impacto.

A principal causa da lesão do labrum é o impacto femoroacetabular (IFA). Trauma, displasia do quadril, instabilidade ou frouxidão ligamentar também podem causar lesões do labrum acetabular. O sintoma mais comum é a dor na região anterolateral do quadril, geralmente
profunda, mas pode ocorrer na região lateral ou posterior do quadril. Alguns pacientes com lesão do labrum apresentam estalos ou “clicks” no quadril, e às vezes sensação de deslocamento ou instabilidade. A lesão do labrum sintomática é um fator de risco para degeneração do quadril.

O diagnóstico é feito pela história e exame físico, complementado pelas radiografias e ressonância magnética do quadril.

O tratamento depende da idade do paciente, sintomas, causa da lesão e grau de alterações degenerativas do quadril. Nas lesões isoladas do labrum, pouco frequentes, inicialmente é conservador, com medicação, trabalho muscular do abdome, lombar e do quadril, e fortalecimento do CORE.

Nas lesões do labrum sintomáticas secundárias ao IFA, o tratamento geralmente é cirúrgico, para reparar o labrum lesado e corrigir o fator predisponente para a lesão, que é o impacto femoroacetabular. Geralmente a cirurgia é realizada por artroscopia do quadril.

Nos casos de lesão do labrum associadas à displasia do quadril, é muito importante avaliar a anatomia óssea e o grau de displasia do quadril, para definir a melhor opção de tratamento entre artroscopia, osteotomia ou prótese total do quadril.

Tendinopatia peritrocantérica - Bursite do quadril

As tendinopatias peritrocantéricas são alterações inflamatórias e degenerativas que ocorrem nos tendões dos músculos abdutores (glúteo médio e mínimo), e também decorrente do atrito entre o trato iliotibial e o grande trocanter na região lateral do quadril.

A bursite do quadril é a inflamação da bursa, uma pequena bolsa de líquido, que tem como principal função diminuir a pressão e o atrito entre os tecidos moles (músculos e tendões) e o osso.

Geralmente as tendinopatias peritrocantéricas e a bursite do quadril são patologias que ocorrem juntas. A dor típica é na região lateral do quadril, principalmente druante a noite e para levantar da posição sentada. Na maioria dos casos, as pacientes são mulheres entre 40 e 65 anos. As alterações hormonais e problemas na coluna lombar estão frequentemente associados. A tendinopatia peritrocantérica é muito frequente em pacientes jovens com problemas articulares no quadril (IFA e displasia), e também associada à artrose do quadril em todas as faixas etárias.

O diagnóstico é feito pela história clínica e exame físico, complementados pelas radiografias e ressonância magnética. O ultrassom pode ser usado tanto para diagnóstico por imagem, quanto para infiltrações guiadas anestésicas e terapêuticas.

O tratamento na maioria dos casos inicialmente é conservador, com medicações, fisioterapia e trabalho muscular. Em alguns casos as infiltrações locais ajudam no controle da dor, redução do processo inflamatório e recuperação do tendão. O uso do ultrassom como guia da infiltração auxilia muito na precisão do procedimento, aumentando a eficiência das medicações.

Em alguns casos, refratários ao tratamento conservador bem realizado por pelo menos 6 meses, pode ser necessário o tratamento cirúrgico, por via aberta ou artroscopia do quadril. O procedimento cirúrgico geralmente consiste na bursectomia para ressecção da bursa com alterações inflamatórias, tratamento da lesão do tendão do glúteo médio com reparo quando necessário, e liberação do trato iliotibial para diminuir o atrito local. Os pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico por artroscopia do quadril apresentam ótimos resultados com alívio dos sintomas.

Pubalgia

O termo pubalgia significa dor na região do púbis. A patologia pubalgia foi inicialmente descrita nos anos 80, em atletas de esgrima e futebol que apresentavam dor na região do púbis e da virilha relacionada à atividade física. Este sintoma era classicamente atribuído à disfunção muscular entre o músculo reto abdominal e músculos adutores, principalmente com sobrecarga de exercícios.

A região púbica é formada pelos ossos púbis e ísquio, pela sínfise púbica, e pelos tendões da musculatura do abdômen e adutores.

A dor típica da pubalgia é mais comum no sexo masculino, localizada na região da virilha, no púbis, nos adutores, na bolsa escrotal ou na região abdominal inferior. Geralmente a dor piora com atividades físicas aeróbicas (futebol, corrida, tênis) e anaeróbicas (musculação), onde a musculatura dos membros inferiores, abdômen e lombar são exigidas.

Uma causa muito comum de pubalgia, ou a chamada pubalgia “clássica” é o desequilíbrio biomecânico crônico entre os músculos adutores e abdutores, abdominais e lombares, que atuam como agonistas e antagonistas na estabilização do quadril, pelve, abdômen e lombar.

A tendinopatia proximal dos músculos adutores e da inserção distal do músculo reto abdominal são frequentemente observadas nos exames de imagem, juntamente com edema ósseo na região púbica (osteíte púbica).

É muito importante saber que existem outras patologias que causam dor nesta região. Artrose do quadril e impacto femoroacetabular são exemplos de alterações articulares que podem produzir dor na região da virilha.

Tendinite e bursite do músculo psoas também podem apresentar sintomas semelhantes. Hérnia inguinal, abdominal e a hérnia do atleta (defeito na parede abdominal profunda), alterações ginecológicas na mulher, urológicas no homem são causas não ortopédicas de pubalgia e devem ser investigadas.

Para um diagnóstico preciso, é muito importante uma avaliação clínica completa, analisando as características dos sintomas, tempo de evolução, fatores de melhora e piora e tratamentos realizados. Um exame físico minucioso é fundamental para diferenciar as causas de pubalgia. O teste de Grava modificado (adução dos quadris contra resistência + flexão ativa do tronco) é um teste muito útil para caracterizar a pubalgia.

Lesões traumáticas dos adutores são muito frequentes, porém muitas vezes são negligenciadas e não tratadas de forma correta, sem respeitar o tempo de cicatrização e processo de reabilitação. Quando a lesão ocorre na região proximal do músculo ou na inserção do tendão no púbis, se não tratada corretamente, pode ocorrer uma falha de cicatrização, gerando inflamação e dor crônica.

O tratamento sempre é baseado na causa da dor na região do púbis. Medicações anti- inflamatórias e corticóides são geralmente utilizados para diminuição da dor e processo inflamatório nas fases iniciais da patologia. Reequilíbrio muscular dos adutores/abdutores, abdômen/lombar e reforço da musculatura do CORE são fundamentais no tratamento da disfunção muscular.

Alguns pacientes apresentam pubalgia crônica, que mesmo após longos períodos de tratamento realizados de forma adequada, persistem sintomáticos com dificuldade de retorno à prática esportiva. Em muitos desses casos, existe uma alteração biomecânica entre o quadril e a pelve durante o movimento de flexão e rotação do quadril. Pacientes que apresentam bloqueio de rotação interna do quadril, geralmente causado por impacto femoroacetabular, apresentam uma sobrecarga na sínfise púbica anteriormente, na articulação sacroilíaca e coluna lombar posteriormente, compensatória à esta falta de mobilidade.

Esta sobrecarga causa micro movimentos que geram alterações inflamatórias na sínfise (osteíte púbica), na sacroilíaca (sacroileíte) e na coluna lombar (lesão nos discos).

Vídeo demonstrativo das alterações compensatórias do Impacto Femoroacetabular:

Nestes pacientes crônicos, sem melhora do quadro de dor ou com pubalgia recorrente, é muito importante identificar esta alteração biomecânica óssea, e muitas vezes realizar uma artroscopia do quadril para corrigir o impacto femoroacetabular, buscando melhorar os sintomas e retornar às atividades físicas. Os resultados do tratamento cirúrgico do IFA nos casos de pubalgia apresentam grande melhora de sintomas e alta taxa de retorno às atividades físicas.

 

Artigo complementar:

High Incidence of Athletic Pubalgia Symptoms in Professional Athletes With Symptomatic Femoroacetabular Impingement. Sommer Hammoud, Asheesh Bedi, Erin Magennis, William C. Meyers, Bryan T. Kelly.
Arthroscopy: The Journal of Arthroscopic & Related Surgery, Volume 28, Issue 10, October 2012, Pages 1388-1395

Dor glútea profunda

A Dor glútea profunda representa um conjunto de doenças que causam uma queixa muito comum no consultório de um especialista em quadril: dor na região posterior do quadril, profunda, geralmente na região glútea, que pode apresentar irradiação para o membro inferior.
A dor geralmente piora na posição sentada e com esforço físico, muitas vezes limitando o paciente em atividades diárias, laborais e esportivas.

Este quadro clínico pode ser causado por alterações no quadril, mas também pode ser a manifestação de alterações em outros locais do corpo, como por exemplo: na coluna lombar, na articulação sacroilíaca e alterações abdominais e ginecológicas. Podemos dividir as causas de dor glútea profunda em: articular, extra articular, muscular e neurovascular.

Cada um dos diagnósticos possíveis tem uma grande relação com a idade do paciente, história de doenças prévias, tipo de dor e irradiação, fatores de melhora e piora, atividades físicas e de trabalho, e tratamento realizados.

As alterações articulares do quadril que podem causar dor glútea profunda são a artrose do quadril e o impacto femoroacetabular. Nestes casos a dor geralmente está relacionada com o movimento, e melhora com repouso. No quadril a alteração extra articular mais comum é o impacto isquiofemoral. Esta alteração ocorre por um pinçamento entre o trocânter menor no fêmur e o ísquio na pelve. A dor nesse caso piora estando sentado e com atividade física com passadas longas, muito frequentes em corredores.

Dentro das causas musculares para estas queixas, as mais frequentes são as tendinopatias no trocânter maior, tendinopatias do músculo piriforme e isquiotibiais e a contratura do músculo glúteo máximo. A tendinopatia do trocânter e a bursite do quadril são causadas por um tensionamento do trato iliotibial e uma disfunção muscular do glúteo médio e mínimo. Estes dois músculos quando muito fracos, podem causar a inflamação nos seus tendões e dor na região lateral do quadril, ou no ventre muscular, com sintoma de dor glútea profunda. O músculo piriforme é o principal rotador externo do quadril. A tendinopatia deste músculo causa uma dor profunda, sem irradiação para a perna, que piora com rotação externa do quadril, com atividade física e ficar sentado. A tendinite dos músculos isquiotibiais (posteriores da coxa e flexores do joelho) se apresenta com dor na região proximal do músculo, geralmente na inserção do tendão no ísquio. A dor normalmente irradia para região posterior da coxa até o joelho e piora com os exercícios de alongamento e força deste grupo muscular.

A causa neurovascular mais comum de dor glútea é a compressão do nervo ciático. O nervo ciático se origina na coluna lombar, passa pela região posterior da pelve, saindo para o quadril entre os rotadores externos, e termina na região distal do pé. A queixa do paciente com compressão ciática é a dor na região lombar, posterior do quadril ou glútea profunda, com irradiação para a perna ou pé, comumente com alteração de sensibilidade na perna ou pé.

Artrose na coluna, hérnia de disco lombar e estenose do canal medular são causas muito comuns de compressão do nervo ciático na coluna. Alterações ginecológicas como endometriose, miomas uterinos, cisto de ovário podem causar compressão do nervo na pelve.

A contratura do músculo piriforme ou uma alteração anatômica onde o nervo ciático sai da pelve passando por dentro do músculo piriforme pode causar a Síndrome do Piriforme: dor glútea profunda, irradiada para o membro inferior (ciática) que piora com os testes irritativos de tensionamento do músculo piriforme e do nervo ciático. Alterações na vascularização do nervo ciático e aderências que podem comprimir o nervo também são possíveis causas de dor ciática.

É muito importante uma avaliação ortopédica completa, exames complementares, e muitas vezes, uma avaliação abdominal e ginecológica, para realizar o diagnóstico preciso da causa da dor glútea profunda. O tratamento deve ser realizado com objetivo de tratar a causa do problema e não apenas os sintomas, uma vez que tratar o quadril de um paciente que tem uma hérnia de disco lombar não resultará em melhora do paciente, já que a causa real do sintoma não foi abordada.

Fratura por estresse / insuficiência óssea.

A fratura por estresse é uma lesão óssea geralmente relacionada a dois mecanismos distintos: carga normal num osso frágil ou excesso de carga num osso normal.

Alterações no metabolismo ósseo, como a osteoporose e disfunções hormonais, causam uma fragilidade óssea que pode levar à fratura de estresse ou insuficiência óssea não relacionadas às atividades físicas e de impacto.

Nos atletas, amadores ou profissionais, geralmente observamos uma excelente qualidade óssea, porém estes submetem os ossos e articulações a grande sobrecarga nos treinos e competições, principalmente nas atividades com impacto. O sintoma mais comum é a dor, geralmente na região da virilha, e está relacionada às atividades físicas.

O local mais comum da fratura por estresse no quadril é o colo do fêmur, e geralmente está relacionada ao aumento rápido da intensidade de treinos ou nos corredores de longas
distâncias.

Segundo alguns estudos, os pacientes com este tipo de lesão geralmente estão treinando há mais de 2 anos e 6 vezes ou mais por semana. As mulheres são mais susceptíveis às fraturas de estresse, provavelmente por alterações hormonais. Em outro estudo realizado, foi demonstrado que atletas (amadores e profissionais) que correm mais que 30km/semana têm mais de 80% de chance de ter uma lesão com afastamento do esporte em 5 anos; já os que correm menos de 30 km/semana apresentam apenas 5% de risco.

A fratura de estresse no colo do fêmur pode ocorrer de três formas: compressão, tensão e desviadas. As fraturas de compressão são as mais comuns e o tratamento geralmente é conservador. Já as fraturas de tensão podem necessitar de tratamento cirúrgico com fixação profilática (preventiva) para não desviarem. As fraturas desviadas são sempre de tratamento cirúrgico.

As fraturas por insuficiência óssea geralmente acometem pacientes idosos, com má qualidade óssea. Quando ocorre uma fratura por insuficiência na cabeça do fêmur, o paciente apresenta uma dor intensa e aguda no quadril, sem história de queda ou trauma, com grande piora da marcha e qualidade de vida. Nestes casos geralmente o tratamento é uma prótese total do quadril.

Ácido hialurônico - Viscossuplementação no quadril

O ácido hialurônico é um componente da cartilagem e do líquido sinovial, que funciona como um lubrificante da articulação, pois aumenta a viscosidade do líquido sinovial, o que aumenta a lubrificação e a absorção de impacto. Além disso, o ácido hialurônico melhora a biologia e nutrição da cartilagem, e estimula a produção de mais liquido sinovial pela articulação.

A viscossuplementação é muito utilizada em pacientes com lesão de cartilagem ou artrose no quadril, como uma forma de tratamento para redução dos sintomas e preservação da articulação.

O objetivo deste tratamento é o alívio dos sintomas, e a tentativa de aumentar a sobrevida da articulação, buscando diminuir a velocidade de progressão do desgaste. O ácido hialurônico também pode ser usado como tratamento biológico complementar à artroscopia do quadril nas lesões de cartilagem, ou como medida paliativa na tentativa de aliviar os sintomas e adiar uma prótese total do quadril nos pacientes mais jovens. A aplicação é feita por uma infiltração na articulação, guiada por um método de imagem (ultrassom, radioscopia ou tomografia) em uma sala de procedimentos no consultório ou no hospital, com anestesia local.

O procedimento geralmente é realizado numa única aplicação. A durabilidade e eficácia do ácido hialurônico dentro do quadril varia de 6 meses a 1 ano, e a aplicação pode ser repetida após este período, dependendo dos sintomas e evolução da lesão. É um procedimento simples, e o paciente pode retornar às atividades diárias no dia seguinte, devendo aguardar alguns dias para retomar a prática de atividades mais intensas e esportivas.

Quadril degenerativo

O quadril é uma articulação de carga que sustenta o peso do corpo e permite o movimento entre o tronco e os membros inferiores.

O termo quadril degenerativo envolve os problemas relacionadas a artrose do quadril, que causa grande limitação e perda de qualidade de vida aos pacientes.

Existem lesões degenerativas no quadril de pacientes idosos pelo próprio envelhecimento, mas também nos paciente jovens com fatores predisponentes biomecânicos, metabólicos ou traumáticos.

Artrose do quadril
Osteonecrose do quadril
Ácido hialurônico - Viscossuplementação no quadril
Artrose do quadril

A artrose do quadril ou coxartrose é uma doença degenerativa e inflamatória no quadril, que ocorre quando há lesão da cartilagem articular na cabeça do fêmur e no acetábulo, com exposição do osso abaixo da cartilagem. As principais causas da artrose do quadril são as doenças do quadril na infância como displasia, epifisiolise e o Perthes, o impacto femoroacetabular (IFA), fraturas e traumas, lesões de cartilagem, osteonecrose, e as alterações reumáticas como artrite reumatóide e espondilite anquilosante.

Os principais sintomas da coxartrose são dor e perda de movimento do quadril, além de dificuldade nas atividades diárias. 

Muitos pacientes apresentam alterações compensatórias na coluna lombar e membro inferior acometido, mudando o padrão da marcha e postura.
O diagnóstico é feito pela história e exame físico, complementado pelas radiografias. Em alguns casos é necessária uma ressonância magnética ou tomografia.

O tratamento da artrose do quadril depende de diversos fatores: sintomas e grau de limitação funcional, perfil de trabalho e atividades esportivas do paciente, causa da artrose, idade, condição de saúde, e expectativa do resultado com o tratamento.

Na maioria dos casos, o tratamento inicialmente é conservador, com medicações anti-inflamatórias e analgésicas, mudança dos hábitos de vida, e trabalho muscular da pelve, abdome, lombar e quadril. Alguns pacientes podem ser beneficiados pelo uso de medicações via oral protetoras da cartilagem (condroprotetores). Uma boa opção para alívio dos sintomas nos casos leves e moderados é a viscossuplementação com infiltração de ácido hialurônico.

Em pacientes jovens, com coxartrose na fase inicial, secundária à algumas doenças, como o impacto femoroacetabular (IFA) e displasia, as cirurgias preservadoras podem ser uma opção. Os objetivos deste tipo de cirurgia são corrigir o fator de risco e a biomecânica do quadril, e
reparar as possíveis lesões decorrentes, na tentativa de melhorar os sintomas, a qualidade de vida e prolongar a necessidade de uma artroplastia total do quadril. As cirurgias preservadoras mais realizadas atualmente são a artroscopia do quadril e as osteotomias femorais e
acetabulares.

Na coxartrose avançada, sem controle com tratamento conservador e limitação nas atividades diárias, o tratamento geralmente é a artroplastia total do quadril. A indicação da cirurgia depende do grau de sintomas, idade, causa da artrose, condição de saúde, além do perfil de trabalho e esportivo de cada paciente.

Osteonecrose do quadril

A osteonecrose do quadril é uma doença onde ocorre um infarto (morte celular) na cabeça femoral por falta de circulação sanguínea ou algum fator de risco que afete as células da cabeça do fêmur. Após o infarto, ocorre e absorção das células ósseas, e o osso subcondral perde a capacidade de sustentar a cartilagem e o peso do corpo, sofrendo colapso, o que gera uma deformidade na cabeça femoral levando à artrose do quadril.

Os principais fatores de risco para desenvolver osteonecrose são o uso de corticóide e o alcoolismo. Fraturas do quadril, alterações sanguíneas e do metabolismo lipídico, medicamentos como quimioterápicos e anti-retrovirais também podem causar osteonecrose do quadril. Alguns apresentam osteonecrose sem fator de risco conhecido, o que são chamados de idiopáticos (sem causa definida).

Os sintomas mais comuns são dor e perda de movimento no quadril. Os pacientes mais acometidos são adultos jovens, de 30 a 50 anos. Na fase aguda e inicial, geralmente os pacientes apesentam dor intensa e dificuldade de apoiar. Nas fases mais tardias, com artrose, os sintomas são dor crônica e limitação de mobilidade.

O diagnóstico é realizado pela história clinica e exame físico, complementados pelas radiografias e ressonância magnética.

O tratamento inicial é analgesia e restrição parcial de carga, associado ao tratamento ou controle do fator de risco. Em alguns casos agudos de dor intensa, sem deformidade na cabeça femoral pode ser realizada a descompressão percutânea na área de necrose.

Nos casos crônicos, com necrose grande em área de carga e sem colapso, a descompressão também pode ser uma opção de tratamento. A associação de terapias que estimulam a regeneração óssea e enxerto com células da medula óssea pode ajudar no processo de reparação do local da necrose quando associadas a descompressão. O objetivo do tratamento é sempre a tentativa de reparação local, e evitar o colapsos e deformidade da cabeça do fêmur.

Nos casos avançados, com colapso ou deformidade da cabeça, ou nos casos com artrose estabelecida, o tratamento é a artroplastia total do quadril. O objetivo do tratamento com a cirurgia é melhorar os sintomas e a mobilidade, permitindo ao paciente reestabelecer a qualidade de vida, atividades de trabalho e esportivas.

Ácido hialurônico - Viscossuplementação no quadril

O ácido hialurônico é um componente da cartilagem e do líquido sinovial, que funciona como um lubrificante da articulação, pois aumenta a viscosidade do líquido sinovial, o que aumenta a lubrificação e a absorção de impacto. Além disso, o ácido hialurônico melhora a biologia e nutrição da cartilagem, e estimula a produção de mais liquido sinovial pela articulação.

A viscossuplementação é muito utilizada em pacientes com lesão de cartilagem ou artrose no quadril, como uma forma de tratamento para redução dos sintomas e preservação da articulação.

O objetivo deste tratamento é o alívio dos sintomas, e a tentativa de aumentar a sobrevida da articulação, buscando diminuir a velocidade de progressão do desgaste. O ácido hialurônico também pode ser usado como tratamento biológico complementar à artroscopia do quadril nas lesões de cartilagem, ou como medida paliativa na tentativa de aliviar os sintomas e adiar uma prótese total do quadril nos pacientes mais jovens. A aplicação é feita por uma infiltração na articulação, guiada por um método de imagem (ultrassom, radioscopia ou tomografia) em uma sala de procedimentos no consultório ou no hospital, com anestesia local.

O procedimento geralmente é realizado numa única aplicação. A durabilidade e eficácia do ácido hialurônico dentro do quadril varia de 6 meses a 1 ano, e a aplicação pode ser repetida após este período, dependendo dos sintomas e evolução da lesão. É um procedimento simples, e o paciente pode retornar às atividades diárias no dia seguinte, devendo aguardar alguns dias para retomar a prática de atividades mais intensas e esportivas.

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